ESCOLA DE MÚSICA - ELLAM

CRISTO É UMA QUESTÃO DE OPÇÃO

CRONOLOGIA BÍBLICA

CRONOLOGIA BÍBLICA

quinta-feira, 24 de junho de 2010

POSSO SERVIR A DOIS DEUSES?




- Posso conviver com o deus deste mundo e todas as suas práticas, porém não devo vivenciar as práticas do deus deste mundo; As minhas ações diárias e o meu partilhar define a questão, o que quero dizer com isso? Quero dizer que meu relacionamento e minhas atitudes implicam na demonstração do meu interior e exterior em relação ao deus a quem sirvo.

- Será que o viver separado de um cristão no tocante as práticas do mundo é uma atitude radical, será que essa atitude envolve uma forma camuflada de um pensamento retrógado, ultrapassado e limitado?, Na minha perspectiva creio que não.

- Todavia devo admitir que nem todas as questões ou situações que levem a um cristão a participar ou se envolver ou mesmo praticar certas atitudes seculares, sejam pontos conflitantes perante o conceito do que é mundano e do que o Cristão não deva praticar ou participar.

- Creio que o radicalismo realmente deva existir no seio do verdadeiro e do integro cristão concernente a visão das obras deste mundo, creio piamente que deva haver uma verdadeira assepsia no interior do verdadeiro cristão, perante o envolvimento de um cristão em algumas praticas do mundo.

- O mundo com todas as suas formulas, artifícios e práticas mundanas que são diga-se de passagem envolventes visam unicamente e exclusivamente desviar o cristão do verdadeiro alvo de sua vida que é Cristo, o inimigo de Deus e do homem é um arquiteto na arte de enganar, é de forma sutil e envolvente que ele desenvolve caminhos e maneiras hábeis e ardilosas com sutilezas que distancia o incauto da presença de Deus oferecendo praticas que não dizem respeito ao criador.

- Por isso digo e reafirmo o verdadeiro cristão deve verdadeiramente ter um posicionamento radical perante as praticas seculares deste mundo tanto presente como no futuro, o mundo com suas formas de sociedades é envolvente, as suas praticas as vezes contagia até os preparados as tentações, as atitudes e os costumes do mundo são ilícitas para o verdadeiro cristão, digo porem que nem toda as praticas do mundo esteja fundamentada no erro e no desvario, mas na sua totalidade sim, toda ação que não esteja fundamentada ou centrada, envolvida e desenvolvida em Deus, é erro humano.

- Não estou aqui expressando ou afirmando um conceito ou pensamento meu, porem faço uso da expressão da palavra dita pelo espírito Santo de Deus através da pessoa do filho de Deus a saber Jesus Cristo.

"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom." (Mateus 6 : 24)

- Se você é um verdadeiro cristão deve ponderar a respeito das palavras ditas por Cristo, o que será o “servir” que Cristo se refere aqui, o que será que Cristo quis nos dizer sobre o servir? a um deus.

- Se você analisar o contexto informativo vera que a palavra servi aqui tem o mesmo significado que participa, o que nos leva também a conjequeturar que servir e participar pode também ser alocada da palavra “conviver”, assim concluímos eu não posso me envolver nas praticas do deus deste mundo.

- Ou participo das atrações,ações e praticas do reino de Deus, ou participo das atrações ,ações e praticas do reino das trevas, a escolha é sua, Deus não te impõe e nem te condiciona a segui-lo, ele te oferece a opção de escolha ou servi a ele ou ao o outro.

Eu vim para que tivesse vida e vida em abundancia porém o diabo veio para matar, roubar e destruir.

terça-feira, 22 de junho de 2010

OS 12 APÓSTOLOS


A Bíblia tem o registro das mortes dos apóstolos? Como morreu cada um dos apóstolos?"

- O único apóstolo cuja morte está registrada na Bíblia é Tiago (Atos 12:2).

- O rei Herodes “fez Tiago passar a fio de espada” - aparentemente uma referência à decapitação. As circunstâncias das mortes dos outros apóstolos só podem ser conhecidas baseadas nas tradições da igreja; portanto não devemos dar muito crédito a nenhum desses relatos.

-A tradição da igreja mais aceita em relação à morte de um apóstolo é que o Apóstolo Pedro foi crucificado, de cabeça para baixo em uma cruz em forma de x, em Roma, cumprindo a profecia de Jesus (João 21:18). A seguir estão as “tradições” mais populares a respeito das mortes dos outros apóstolos.

- Mateus sofreu martírio na Etiópia, morto por um ferimento causado por uma espada. João esteve à beira do martírio, quando ele foi cozido em um recipiente enorme de óleo durante uma onda de perseguição em Roma.

- No entanto, ele foi milagrosamente livrado da morte. João foi sentenciado às minas na ilha de Patmos. Ele escreveu o livro profético do Apocalipse em Patmos. O apóstolo João foi mais tarde posto em liberdade e retornou para o lugar onde hoje fica a Turquia. Ele morreu velho, sendo o único apóstolo a morrer em paz.

- Tiago, o irmão de Jesus (não oficialmente um apóstolo), o líder da igreja em Jerusalém, foi atirado de mais de 30 metros de altura do alto do pináculo sudeste do Templo ao se recusar a negar sua fé em Cristo. Quando eles descobriram que ele havia sobrevivido à queda, seus inimigos o espancaram até a morte com um porrete. Este foi o mesmo pináculo para onde Satanás levou a Jesus durante a tentação.

- Bartolomeu, também conhecido como Natanael, foi um missionário para a Ásia. Ele testemunhou onde hoje é a Turquia e foi martirizado pela sua pregação na Armênia, quando ele foi chicoteado até a morte. André morreu em uma cruz em forma de x na Grécia. Após ter sido chicoteado severamente por sete soldados, estes ataram o seu corpo à cruz com cordas para prolongar a sua agonia.

- Seus seguidores reportaram que, quando ele foi levado em direção à cruz, André a saudou com as seguintes palavras: “Muito desejei e esperei por esta hora. A cruz foi consagrada pelo corpo de Cristo pendurado nela”. Ele continuou a pregar para os seus torturadores por dois dias até que ele morreu. O apóstolo Tomé foi atingido por uma lança na Índia durante uma de suas viagens missionárias para estabelecer a igreja lá.

- Matias, o apóstolo escolhido para substituir o traidor Judas Iscariotes, foi apedrejado e depois decapitado. O apóstolo Paulo foi torturado e depois decapitado pelo maligno imperador Nero em Roma em 67 d.C. Há tradições referentes aos outros apóstolos também, mas nenhuma com apoio histórico ou tradicional confiável.

- Não é tão importante saber como os apóstolos morreram. O que importa é o fato de que todos eles estavam dispostos a morrer pela sua fé. Se Jesus não tivesse sido ressuscitado, os discípulos o saberiam. Ninguém morreria por alguma coisa que se sabe ser uma mentira. O fato de que todos os apóstolos estavam dispostos a morrer horrivelmente, recusando-se a negar a sua fé em Cristo é uma tremenda evidência de que eles verdadeiramente testemunharam a ressurreição de Jesus Cristo.

Smodger Fer

PORQUE NÃO CREIO NA RELIGIÃO CATÓLICA

As origens da Inquisição! A Inquisição remonta ao início do século XI (1022), com as primeiras execuções, dos "hereges"? em Orléans e em Toulouse na França, porem sua criação se deu na Idade Média em 1183 (século XIII) na averiguação dos cátaros de Albi, no sul de França por parte de delegados pontifícios, enviados pelo Papa da época (Lúcio III), foi composta por tribunais que julgavam os indivíduos considerados como ameaça às doutrinas (conjunto de leis) desta instituição.
A instituição da Inquisição se deu no Concílio de Verona, no ano seguinte. Numa época em que o poder religioso se confundia com o poder real, onde os direitos de liberdade e de livre escolha não eram respeitados; Em 20 de Abril de 1233 o Papa Gregório IX, editou duas bulas que marcam o reinício da Inquisição. Nos séculos seguintes, ela julgou, absolveu ou condenou e entregou ao Estado (que aplicava a "pena capital", como era comum na época) todos os que se oponha as regras e normas da Igreja.
Muitos cientistas foram perseguidos, censurados e até condenados por defenderem idéias contrárias à doutrina cristã. Um dos casos mais conhecidos foi do astrônomo italiano Galileu Galilei, que escapou por pouco da fogueira por afirmar que o planeta Terra girava ao redor do Sol (heliocentrismo). A mesma sorte não teve o cientista italiano Giordano Bruno que foi julgado e condenado a morte pelo tribunal.
Os inquisidores consideravam bruxaria todas as práticas que envolviam a cura através de chás ou remédios feitos de ervas ou outras substâncias. As "bruxas medievais" que nada mais eram do que conhecedoras do poder de cura das plantas também receberam um tratamento violento e cruel.
Assim a chamada santa Inquisição idealizada e realizada pela igreja Católica foi uma perseguição e eliminação de pessoas que não seguia os dogmas da igreja e da fé, no Livro das Sentenças da Inquisição (Liber Sententiarum Inquisitionis) o padre dominicano Bernardo Guy (Bernardus Guidonis, 1261-1331), um dos mais completos teóricos da Inquisição, revelou e descreveu vários métodos para obter confissões dos acusados, inclusive o enfraquecimento das forças físicas do prisioneiro.
Narra Bernardo Guy que dentre outros modos os seguintes processos de tortura foram usados: A manjedoura, para deslocar as juntas do corpo; arrancar unhas; ferro em brasa sob várias partes do corpo; rolar o corpo sobre lâminas afiadas; uso das Botas Espanholas para esmagar as pernas e os pés; A Virgem de Ferro: um pequeno compartimento em forma humana, aparelhado com facas, que, ao ser fechado, dilacerava o corpo da vítima; suspensão violenta do corpo, amarrado pelos pés, provocando deslocamento das juntas; chumbo derretido no ouvido e na boca; arrancar os olhos; açoites com crueldade; forçar os hereges a pular de abismos, para cima de paus pontiagudos; engolir pedaços do próprio corpo, excrementos e urina; a ‘roda do despedaçamento’ funcionou na Inglaterra, Holanda e Alemanha, e destinava-se a triturar os corpos dos hereges; O ‘balcão de estiramento’ era usado para desmembrar o corpo das vítimas; O esmaga cabeça era a máquina usada para esmagar lentamente a cabeça do condenado, e outras formas de tortura".
Durante a esta triste época da história todos os suspeitos foram caçados, perseguidos e julgados, aos condenados as acusações eram injustas e infundadas, recebiam penas que variava entre prisão temporária ou perpétua até a morte onde podia ser enforcada, decapitada, ou, na maioria das vezes queimadas vivos em fogueira em plena praça publica, assim milhares de pessoas tiveram morte prematura e milhares de milhares de vidas foram sacrificadas, lares e famílias destruídas e esfaceladas,.
Com um poder cada vez maior nas mãos, o Grande Inquisidor chegou a desafiar reis, nobres, burgueses e outras importantes personalidades da sociedade da época. Por fim, esta perseguição aos hereges e protestantes foi finalizada no início do século XIX em 1859.
Smodger Fer

DOUTINA DA PROSPERIDADE

Doutrina da Prosperidade

As Igrejas Neo-Pentecostais com a doutrina da prosperidade, historicamente tiveram início nos Estados Unidos com a decorrência do enriquecimento de pastores e pregadores, o mesmo ocorre no Brasil.
O que vemos nesta forma de ensino é um sistema de ***Causa & Efeito***, onde Deus se torna um empregado passivo obrigado a conceder Prosperidade a quem que seja em troca de doações dadas por corações interesseiros.

Estamos na era na Bajulação Profética. A adoração sumiu há muito tempo e a fidelidade se faz por mero interesse ou medo, com isso Deus não é mais o soberano do Universo e sim aqueles que comercializam seus dons. A situação atual me faz lembrar o sistema geocêntrico, bolado pelo astrônomo grego Cláudio Ptolomeu (150 d.C.) onde ensinava que a Terra tinha a posição privilegiada de centro do Universo e que o Sol, a Lua e todos os planetas giravam em torno de nós.

Veja! segundo o relatório da ONU, 980 milhões de pessoas vivem em pobreza extrema no mundo; Todavia o que vemos? É que determinadas “igrejas” pregam prosperidade pessoal e abundancia de bens materiais, como você acha que Deus deve se sentir com essa visão do seu Evangelho que tipo de boas novas são essas você acha isso divino?.
Charles Spurgeon, um dos principais personagens na história da Igreja Batistas, disse certa vez: “Eu jamais ousaria usar uma coroa de ouro na terra onde meu Senhor usou uma coroa de espinhos”. Com tudo o que já escrevi me leva a compreender, os seguintes trechos bíblicos:

Mateus 7:21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Mateus 7:22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
Mateus 7:23 E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.
É preocupante a situação você concorda? O caminho destes a bíblia já descreve, e o que fazer em tal situação calar ou falar, é árdua a nossa tarefa eu bem sei porem a escolha é nossa informar e os livrar das garras do Dragão.

Smodger Fer

NATAL NASCEU O SENHOR

Natal Nasceu o Senhor

Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel. (Deus Conosco) Isaías 7.14
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." Isaías 9.6


No dia do nascimento desta criança podemos notar que a bíblia descreve a presença de 4 elementos (Uma estrela, Anjos, Pastores de ovelhas e três reis magos).

A estrela exemplifica a adoração do cosmos perante seu criador.
Os anjos exemplificam a adoração do mundo espiritual.
Os pastores exemplificam a adoração dos pobres e humildes da terra.
Os reis exemplificam a adoração dos ricos e sábios da terra.

Muito me entristece saber que ultimamente surgiu no meio evangélico entre os ditos (sábios e espirituais) aqueles que são contrários a comemoração do Natal! esquecendo-se estes que eles comemoram o seu próprio dia de nascimento com festa pomposa.

Infelizmente estes baseando-se na tese de que o natal é uma festa pagã, reprimem aqueles que festejam este dia, não importa a data comemorativa para este evento, ele pode ser o dia 25 de dezembro ou qualquer outra data acha visto não termos o dia exato do nascimento do Senhor, o que nos interessa é que assim como os quatro elementos estiveram presentes no nascimento do Senhor nos também estejamos comemorando o seu dia.

Smodger Fer

O NATAL QUE POUCOS CONHECEM

O Natal que poucos conhecem


Perseguidos na Noite de Natal.

O fundamentalismo islâmico, comunismo, fanatismo hindu e budista na Ásia mais também as novas tendências de niilismo (é uma doutrina filosófica e política que nega, dentre outras coisas, toda subordinação ao estado, à igreja e à família). nas sociedades mais avançadas, crucifixos retirados na Alemanha, até aos grupos satânicos, que estão em crescimento na França e em outros países europeus, contra as igrejas e cemitérios, estes são os quatro grandes pólos de onde provêm as principais ameaças à Igreja e nossos irmãos no mundo.

Estes irmãos precisam de nossas orações, na Etiópia são escarnecidos e perseguidos, na China não podem festejar o Natal com descontração, pois são constantemente vigiados.

Muitos cristãos no Iraque fugiram do seu país em busca de segurança e deixaram suas famílias para trás. Nossos irmãos na Eritréia são levados aos tribunais, na Índia as celebrações públicas de Natal foram canceladas e devem ser feitas discretamente.

Para celebrar o Natal com alguma segurança, nossos irmãos da Colômbia terão de despistar os líderes das guerrilhas e celebrar a data em outros lugares.

No Paquistão a Polícia liberta garota cristã de escravidão, TADJIQUISTÃO Igrejas sob pressão com chegada de nova lei; Na Malásia governo proíbe edição de jornal católico em malaio e no Cazaqiustão Líder batista tem geladeira e fogão confiscados.

Smodger Fer

REINO TERRENO E CELESTE

Reino Terreno e Celeste


Entre 300 e 400 anos após o dilúvio o bisneto de Noé chamado Ninrode da inicio ao primeiro reino humano denominada babel (babilônia), a partir de babel vários reinos já passaram na historia humana cito: Egípcio, Assírio, Babilônico, Medo-Persa, Grego e Romano, e tantos outros grandes e pequenos reinos já passaram sobre a terra até o presente momento.
Estes marcados pela arbitrariedade, incoerência e violência, governos sanguinários que estabeleceram suas conquistas através da força e da humilhação dos conquistados, lideres tiranos e desumanos que praticavam barbaridades em prol da expansão de seu reino, não existe na historia um governo humano que se tenha fixado e realizado suas conquistas e suas glorias que não fosse por via da brutalidade da humilhação e da desgraça alheia.
Todos os governos sejam eles do passado mais remoto da historia ao presente são todos réus das injustiças praticadas contra o povo, quando falo de governo generalizo todas as hierarquias em todas as suas formas de governo, não existe na historia dados que pontifique um governo como plausivelmente perfeito, todos deixam sua marca negativa.
Essa é na verdade a característica de todas as formas de governos humanos, sejam eles oriundos das mais humildes tribos, aldeia ou das mais desenvolvidas formas de sociedades existentes em nossos dias, todos se ressentem do principio básico que todo o governo humano deveria possuir, justiça em todos as esferas governamentais.
É por tudo o que já apresentei que digo, esperamos que surja um governo correto e justo em todas as suas estâncias de governo, isso não é sonho esse governo existirá porem não vira do intelecto e nem das mãos de homem algum, mais do jovem Galileu chamada Jesus.
Meu reino não é deste mundo daqui não sou, Jesus Cristo.

Smodger Fer

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Anti-Semitísmo

O anti-semitismo na história
O anti-semitismo não é um movimento recente como se pensa, podemos encontrar seu ponto de partida no reinado do rei da babilônia Nabucodonosor. Também após os dois levantes judeus de 70 e 135 d.C., sufocados pelos romanos da maneira mais brutal, tentou-se eliminar o nome da pátria judaica, mudando o de Jerusalém para "Aélia Capitolina" e transformando a Judéia em "Palestina Síria", para que não houvesse mais lembrança dos judeus. Por volta de 160 d.C., Justino, o Mártir, condenou os judeus como "filhos de meretrizes". Em 200 d.C., Tertuliano escreveu o primeiro manifesto cristão sistemático contra os judeus. Ele também já tinha passado a considerar a Igreja como sendo o verdadeiro e eterno Israel. Depois disso foram publicados muitos outros panfletos anti-judeus por Pais da Igreja. Em 250, Cipriano, um dos Pais da Igreja, escreveu: "O diabo é o pai dos judeus". Mais tarde, essa acusação passou a ser encontrada constantemente no anti-judaísmo cristão. Em 325, no Concílio de Nicéia – pela primeira vez em um concílio –, não foram convidados bispos judeus-cristãos. A festa da Páscoa foi transferida para o domingo após pessach (a páscoa judaica) com a justificativa: "Seria o cúmulo da falta de reverência seguirmos as tradições dos judeus nesta maior de todas as festas. Não devemos ter nada em comum com esse povo abominável". Em 387 d.C. teve início a maior campanha de instigação cristã contra os judeus de que se tem notícia na Antiguidade – e ela foi patrocinada pelo Pai da Igreja João Crisóstomo, a partir de Antioquia (Síria). Ele disse, por exemplo, que a sinagoga era "lugar de blasfêmia, asilo do diabo e castelo de Satanás". Em 415, o bispo Agostinho de Hipona escreveu que os judeus carregam eternamente a culpa pela morte de Jesus. Em decorrência, o monge Barzauma instigou uma perseguição aos judeus em Israel, quando inúmeras sinagogas foram destruídas. Em 538 foi vetada a entrada de judeus nas guildas (associações de mutualidade formadas na Idade Média entre as corporações de operários, negociantes ou artistas), restando à maioria deles apenas a opção do comércio. Em 613 foi dado um ultimato a todos os judeus da Espanha: batismo ou desterro. Posteriormente, o Sínodo de Toledo ordenou que todos os judeus "renegados" fossem executados nas fogueiras da Inquisição. Em 1021 Roma foi sacudida por um terremoto na Sexta-Feira da Paixão. Em conseqüência, judeus foram presos e acusados de terem furado uma hóstia com um prego. Eles foram torturados e queimados na fogueira. Em Paris, no ano de 1240, foram queimados publicamente por monges dominicanos todos os exemplares disponíveis do Talmude. Essa foi a primeira queima oficial de escritos judaicos pela igreja católica. Em 1348 a "peste negra" (peste bubônica) se alastrava pela Europa, dizimando um terço da população. Os judeus foram acusados de envenenar as fontes de água, causando a epidemia. O papa Clemente VI expediu uma bula em que declarava todos os judeus inocentes dessa acusação, mas não foi possível impedir que, em quase todas as localidades nas quais havia uma comunidade judaica, irrompessem "pogroms" matando inúmeros judeus. Em 1401 foram queimados vivos 48 judeus em Schaffhausen (Suíça). Em 1431 o Concílio de Basiléia determinou que os judeus tinham de viver separados dos cristãos. Desse modo surgiram em muitas cidades os bairros judeus, mais tarde chamados de "guetos". Em 1523 Lutero escreveu que Jesus era "judeu de nascimento". Ele empenhou-se para que os judeus fossem tratados de maneira amistosa, para levá-los à conversão. Vinte anos depois, em 1543, decepcionado porque os judeus não se convertiam à fé evangélica, Lutero lançou seu manifesto anti-judaico "Sobre os Judeus e Suas Mentiras". Nesse livro ele propunha que as sinagogas deveriam ser queimadas. Pouco tempo mais tarde, o príncipe da Saxônia expediu um rigoroso mandato anti-judaico, tendo por base os escritos de Lutero. Em 1756 o filósofo francês Voltaire lançou suas "Obras Completas", contendo uma série de violentas passagens anti-semitas. Em 1879 o alemão Wilhelm Marr fundou a Liga Anti-Semita; ele é considerado o criador da expressão "anti-semitismo". Em 1880 o "filósofo do anti-semitismo" Eugen Dühring publicou sua obra "A questão judaica como questão de raça, nociva à cultura e à existência dos povos". Ele escreveu:
A origem do desprezo generalizado pelos judeus reside em sua absoluta inferioridade em todos as áreas intelectuais... Trata-se de uma raça inferior e degenerada. É tarefa dos povos nórdicos "arianos" exterminar raças parasitárias desse tipo, assim como costumamos exterminar cobras e outros predadores.
Em 1881 Richard Wagner publicou um ensaio onde recomendava o anti-semitismo político e classificava os judeus de "demônio causador da decadência da humanidade". Em 1903 eram publicados pela primeira vez, em São Petersburgo, os "Protocolos dos Sábios de Sião", profundamente anti-semitas. Os "Protocolos", escritos por anti-semitas cristãos, falam de uma conspiração mundial judaica para o domínio do mundo. Infelizmente, desde então houve e há muitos que sucumbiram às mentiras dos "Protocolos dos Sábios de Sião", dando-lhes mais crédito que às verdades bíblicas. Certa vez até recebi uma pregação gravada em fita atacando o judaísmo, na qual o pregador se baseava nos "Protocolos", vangloriando-se de tê-los em seu poder. Em 1905 foi fundada a "União do Povo Russo", de cunho anti-semita. Em 1918 foram afogados no mar em Ialta 900 judeus pelas mãos de anti-semitas e em Sebastopol (Criméia) todos os líderes judeus foram assassinados. Em 1922 o ministro do Exterior da Alemanha, Walther Rathenau (o primeiro judeu a ocupar esse cargo), foi assassinado por anti-semitas. Mais tarde Hitler anunciava: "o extermínio dos judeus será minha prioridade ao assumir o poder. Eles não sabem proteger-se a si mesmos e ninguém vai apresentar-se como seu protetor". Em 1938 aconteceu a chamada "Noite dos Cristais" na Alemanha, quando 191 sinagogas e inúmeras instalações judaicas foram destruídas, 91 judeus foram assassinados e 30.000 arrastados para campos de concentração. Durante a Segunda Guerra Mundial foram mortos seis milhões de judeus. (Israel Heute)

terça-feira, 8 de junho de 2010

I TIMOTEO

1º Timóteo











1) INTRODUÇÃO E TÍTULO


a) Introdução

- Carta de Paulo apóstolo de Jesus Cristo direcionada a Timoteo.

A carta foi direcionada a Timoteo:

- Timoteo era de neto de uma judia chamada Lóide, e filho de Eunice, Eunice era casada com um gentio, com quem teve Timóteo, provavelmente seu único filho. Era evidente que Timóteo tinha recebido os ensinamentos da religião judaica e instruíram o menino, desde cedo, nas Escrituras (II Tm 1:5; 3:14-15), porem seu pai recusou-se a permitir que o filho fosse circuncidado.

- É provável que Timóteo converteu-se na primeira viagem de Paulo, quando o Evangelho chegou em Listra pela primeira vez (por volta de 47 a.D.)

- E tornou-se um dos colaboradores na segunda viagem, na qual levou o apóstolo a pregar o Evangelho no mar Egeu em direção à Europa (At 16.1,3). Assim se desenvolveu um relacionamento bastante próximo entre Paulo e Timóteo.

- Quando Paulo retornou a Listra, ele encontrou Timóteo como membro da igreja local, altamente recomendado por seus líderes ali e em Icônio. Sob a sugestão do ES, Paulo adicionou Timóteo a seu grupo apostólico.

- Como eles iam ministrar entre os judeus, Paulo advertiu Timóteo a ser circuncidado, não por causa da justiça, mas para evitar ofender os judeus, uma vez que sua mãe era judia.

b) Título

- Foi chamada pela primeira vez de Epístola Pastoral no século XVIII.

- O título é apenas parcialmente uma descrição do seu conteúdo, pois não são estritamente pastorais no sentido de fornecer instrução sobre o cuidado das almas.

- A designação de pastoral é por serem dirigidas a pessoas que tinham responsabilidades pastorais.

- A carta recebe o titulo do nome do receptor ou seja Timoteo.


2) AUTORIA

- Todas as Epístolas Pastorais (1Tm, 2Tm, Tt) nomeiam o apóstolo Paulo como sendo o autor das mesmas. - Temos também a antiga tradição como referencia onde se declara unanime que Paulo as escreveu.



3) DATA E CENÁRIO

a) Data

- I Timóteo; Foi escrita na Macedônia (em Filipos), cerca de 64 d.C., durante o intervalo entre o primeiro e o segundo aprisionamento de Paulo em Roma. - É a sua décima primeira carta e a primeira carta pastoral.






(Filipos era uma colônia que estava localizada no Caminho Egnatan, que era a principal estrada que cruzava a Macedônia. Por ser uma cidade cosmopolita, Filipos misturava tradições gregas e latinas) fotos abaixo.












b) Cenário

- É reunindo-se em Mileto provavelmente por volta de 56 d.C, que Paulo com os anciãos da pequena congregação localizada em Éfeso disse: Recebeste o Espírito Santo, porem eles responderam nem sabemos da existência do Espírito Santo; Pôs só eram batizados no batismo de João. Atos 19;1-6
1 - E SUCEDEU que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos,
2 Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo.
3 Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João.
4 Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo.
5 E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus.
6 E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam.

- E disse mais “Sei que depois de eu ter ido embora entrarão no meio de vós lobos opressivos e eles não tratarão o rebanho com ternura, e dentre vós mesmos surgirão homens e falarão coisas deturpadas, para atrair a si os discípulos.” (At 20:29, 30).

- Assim em alguns anos, o ensino de doutrinas falsas tornou-se tão grave, que Paulo incentivou Timóteo a permanecer em Éfeso, para que ‘mandasse a certos que não ensinassem doutrina diferente, nem prestassem atenção a histórias falsas e a genealogias’. (1Ti 1:3, 4) Timóteo teve de travar um combate espiritual dentro da congregação cristã, para preservar a pureza dela, e ajudar seus membros a permanecer na fé.

- Paulo visitou Éfeso por volta de 63 dC, após ser libertado de sua primeira prisão romana, logo em seguida, ele partiu, deixando Timóteo responsável pela igreja de lá. Em sua primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé pregaram em Listra, uma cidade da Licaônica, e obtiveram em meios às perseguições sucesso.

- Paulo havia deixado Timóteo em Éfeso para edificar os irmãos (1 Timóteo 1:3). A igreja de Éfeso também é destacada no livro de Apocalipse como uma entre as sete igrejas as Jesus Cristo se dirigiu * Ao Anjo da Igreja em Éfeso * (Apoc. 2:1-7)

Mapa da Lídia na antiguidade localização de Éfeso de e outras cidades do oeste da Anatólia

- Éfeso era a capital e o principal centro de negócios da Ásia. Era uma das maiores cidades do Império Romano, capital da província chamada Ásia Menor, cujo território pertence hoje à Turquia. Localizava-se às margens do rio Caístro. Era um centro de transporte marítimo e terrestre, tão importante quanto a Antioquia, na Síria, e Alexandria, no Egito. - Éfeso era uma das maiores cidades no litoral do mar Mediterrâneo, uma cidade com suas peculiaridades. Historiadores geralmente calculam a população da cidade no I século entre 250.000 e 500.000. Progressista, rica e idólatra.
Os valores morais não eram os melhores. Praticavam-se ali torpezas e cultos a diversas divindades, sendo o principal o culto à deusa da fertilidade, a Diana dos efésios.








ESTÁTUA DE DIANA DOS EFÉSIOS


(Atos 19:34) - Mas quando conheceram que era judeu, todos unanimemente levantaram a voz, clamando por espaço de quase duas horas: Grande é a Diana dos efésios.







MARKET DO TEMPLO DE DIANA EM EFÉSO
O templo
- Quando escreveu a primeira carta aos coríntios, Paulo estava em Éfeso. Talvez por isso, diante da grandiosidade daquela construção, o apóstolo fala sobre a igreja de Cristo, comparando-a a um edifício. Ele menciona o processo de edificação, o fundamento, os construtores e o material utilizado (I Cor.3.9-17). Mais tarde, quando escreve aos Efésios, Paulo volta a essa comparação (Ef.2.19-22).
- Os Jónios ocuparam este lugar cerca do ano 1100 a.C.; provavelmente esta cidade já existia antes deste período, mas não se sabe a data da sua fundação. Esta cidade passou do domínio do rei de Pérgamo para o império romano em 133 a.C. O templo foi incendiado no dia em que nasceu Alexandre Magno. Posteriormente, o próprio Alexandre ofereceu-se para reconstruí-lo. Contudo, sua oferta foi recusada pelos efésios, os quais reconstruíram o santuário, tornando-o mais esplêndido do que antes.
- O templo de Ártemis era um local de peregrinação visitado tanto por persas quanto por gregos. Foi o primeiro templo de mármore a ser construído à maneira grega e serviu de modelo para muitos outros. Projetado por um arquiteto cretense e seu filho, media 129,5 metros de comprimento e 68,5 metros de largura. Tinha 127 colunas, cada uma com mais de 18 metros de altura. A obra era colossal, uma verdadeira maravilha para a época. Decorada com muito ouro, mostrava a riqueza de Éfeso e da Ásia Menor.
- Segundo conta os historiadores Fant e Reddish.
* Os nativos da região adoravam a deusa Cibele.

- Cibele ou Cíbele era uma deusa originária da Frígia. Designada como "Mãe dos Deuses" ou Deusa mãe, simbolizava a fertilidade da natureza. O seu culto iniciou-se na região da Ásia Menor e espalhou-se por diversos territórios da Grécia Antiga.


*Os colonizadores gregos assimilaram a religião regional e identificaram Cibele com a deusa grega Ártemis, a deusa virgem era a deusa grega do parto, da fertilidade, da caça, dos animais selvagens e da Lua.
Escultura da deusa Ártemis


* Os romanos conquistam a Grécia e identificam Ártemis com Diana. deusa romana da lua, da caça e da castidade Estátua de Diana no Museu do Louvre


A Religião de Éfeso

Como todos os centros comerciais, Éfeso provia uma atmosfera cosmopolita, combinando as culturas grega e romana. A cidade também era um centro de adoração e atraía grande número de peregrinos e seguidores religiosos.

O culto de Ártemis em Éfeso era anterior ao povoamento grego em Éfeso; o próprio nome Ártemis não é grego. A deusa era tradicionalmente venerada como protetora das criaturas selvagens. Essa associação com as criaturas selvagens sobreviveu, de uma forma alterada, em sua adoração em terras gregas como “a rainha e caçadora, vigem e justa.” A Ártemis de Éfeso, por outro lado, parece ter adquirido algumas características da grande deusa-mãe venerada desde o tempo imemorial na Ásia Menor.

Segundo Fant e Reddish, os nativos adoravam a deusa Cibele. Os colonos gregos assimilaram a religião regional e identificaram Cibele com a deusa grega Ártemis, a caçadora virgem. Os romanos, posteriormente, identificaram Ártemis com Diana. Ártemis era uma antiga deusa de associações mistas. Ela estava identificada com a fertilidade e nascimento. Mesmo que fosse adorada muito tempo antes da dominação grega ou romana, seu culto eventualmente se fundiu com sua contraparte romana Diana, sendo conhecida como a deusa da caça e da lua.

Éfeso tornara-se um ponto de miscigenação racial, um centro comercial cosmopolitano do Império, e um campo de batalha religioso. De acordo com Couch, a divindade ali adorada, antes de se tornar conhecida como Ártemis, era a Astarote dos fenícios. IMAGEM AO LADO Astarote: deusa da fertilidade, lascívia, vitalidade etc.

Relacionamentos
Em Sidom o culto era dividido principalmente entre dois deuses Eshmund e Asterate (Astarte). Astarte era esposa do deus Tamuz que vem referenciado na biblia em Ezequiel 8:14. Astarte era filha de Baal irmã gémea de Camoesh (ou Camos) Locais de Culto Um dos seus templos principais encontrava-se na terra dos filisteus - em Ekron (I Samuel 31:10).

Independente da versão, essa deusa da fertilidade era adorada com prostituição legalizada, subsídios comercializados e um maravilhoso templo.

O culto a Ártemis era marcado por zelo missionário e se espalhou para o ocidente. A deusa competiu com o cristianismo primitivo em sua missão universal, provendo até mesmo revelação por sonhos para o crescimento do seu culto. Lucas descreve a missão em Éfeso como sendo inspirada por sonhos e visões (Atos 2:17; 9:10; 10:10; 16:9; 18:9; 23:11).

A idolatria e a imoralidade eram tão más em Éfeso que a cidade foi apelidada de arch paganismi, “o cúmulo do paganismo.” O Templo de Ártemis iniciou um badalado centro de manufatura de ídolos. Prostitutas e pornografia eram o próximo item básico oferecido aos peregrinos e turistas.

Para os efésios, o templo e a adoração à Ártemis representavam oportunidades econômicas tanto quanto orgulho cívico. Éfeso também era um centro de aprendizado e prática de artes mágicas e práticas ocultas. O povo acreditava em amuletos, poções, palavras mágicas e feitiços.

Mesmo entre os efésios praticantes de magia o evangelho provou seu poder. Muitos deles acreditavam, e vieram até Paulo e seus companheiros missionários, confessando seus sortilégios e revelando seus feitiços.

De acordo com a teoria mágica, a potência de um feitiço estava ligado ao seu segredo; se fosse divulgado, se tornava ineficaz. Então estes magos convertidos renunciaram seu poder imaginário ao tornar seus feitiços inoperantes. Muitos deles também reuniram seus papiros mágicos e fizeram uma fogueira com eles. Alguns desses rolos mágicos sobreviveram até nossos dias. A conexão especial de Éfeso com a mágica é refletida pelo termo “cartas dos efésios” para os rolos mágicos.
- A cidade ocupava um lugar estratégico para o comércio que, dentre outras coisas, girava em torno da manipulação do ouro. Apesar de toda a riqueza material, em sua terceira viagem missionária, Paulo encontrou ali um povo não só atolado na decadência moral, como também na cegueira e pobreza espiritual. Sua população era constituída na maioria por pessoas razoavelmente ricas e intelectualizadas. A região de Éfeso e Mileto, foi berço de muitos filósofos, entre eles Thales (ca.625-546 a.C.), Heróclito (ca. 540 a 470 a.C.) e Isidorus (sec. VI d.C.). Foi encontrada por arqueólogos, uma inscrição em pedra (talvez erguida por ordem do imperador), que premiava Éfeso como "a cidade mais ilustre de toda Ásia". Alexandre, o Grande, Cleópatra, Maria mãe de Jesus, Izabel, João e Paulo foram algumas das pessoas que passaram por Éfeso.
O nível cultural que se revelava naquela cidade era excelente, destacando-se ali os estóicos e os epicureus (filósofos que contendiam com Paulo em Atenas, At 17.18).
* Os epicureus ensinavam que o prazer é o sumo bem dos homens.
* Os estóicos, ao contrário, ensinavam que o prazer nunca deve ser o motivo de nossos atos.
Zenão de Cítio, o fundador dessa seita, aconselhava os seus discípulos a dominarem os seus sentimentos, para resistirem o mais possível todas as influências externas. O estoicismo alcançava um grau de insensibilidade que se assemelhava muitas vezes à dureza.
- Sabemos algumas coisas sobre a história da igreja em Éfeso de outros livros do Novo Testamento. No final de sua segunda viagem, Paulo deixou Áqüila e Priscila em Éfeso, onde corrigiram o entendimento incompleto de Apolo sobre o caminho do Senhor (Atos 18:18-26). Na terceira viagem, Paulo voltou para Éfeso, onde pregou a palavra de Deus por três anos (Atos 19:1-41; 20:31). Na volta da mesma viagem, passou em Mileto e encontrou-se com os presbíteros de Éfeso (Atos 20:17-38). Durante os anos na prisão, Paulo escreveu a epístola aos efésios.
- Destas diversas referências aos efésios, podemos observar algumas coisas importantes sobre essa igreja. Desde o início, houve a necessidade de examinar doutrinas e aceitar somente o que Deus havia revelado. Assim, Áqüila e Priscila ajudaram Apolo (Atos 18:26); Paulo advertiu os presbíteros do perigo de falsos mestres entre eles (Atos 20:29-31), e orientou Timóteo a admoestar os irmãos a não ensinarem outra doutrina (1 Timóteo 1:3-7). A carta de Paulo aos efésios destacou a importância do amor (5:2), um tema frisado, também, nesta carta no Apocalipse.
4) TEMA E PROPÓSITO

a) Tema
As qualidades e deveres do ministro cristão, e a sua relação com a igreja, o lar e o mundo.
TIMOTEO - 3;15 - Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.

b) Propósitos
I Timóteo foi escrita para que Timóteo soubesse “como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (I Tm 3:15). Este é o resumo e a chave da epístola, que podemos desdobrar em três assuntos:
• Sendo uma carta pessoal, para que Timóteo saiba como andar na casa de Deus, haverá instruções pessoais a ele;
• Para saber como andar na casa de Deus, Timóteo precisa conhecer as ordens da casa. Portanto, haverá instruções positivas quanto à sã doutrina;
• Para portar-se dignamente, Timóteo também precisa conhecer as intenções e ensinos dos falsos mestres. Portanto, haverá avisos sobre a falsa doutrina.
Em suma: I Timóteo avisa sobre a falsa doutrina, instrui quanto à sã doutrina, e tudo isto numa forma bem pessoal ao jovem Timóteo.
1. Instrução na administração da Igreja
2. Encorajar Timóteo a ficar num lugar difícil
3. Advertir sobre doutrinas errôneas
- Conselhos e exortações a um jovem evangelista, que deve ter as qualidades e deveres do ministro cristão, e a sua relação com a igreja, o lar e o mundo; Acerca da conduta pessoal de Timoteo e seu trabalho ministerial. Para instruir Timóteo nos deveres do seu cargo, para admoestá-lo e para o prevenir contra os falsos mestres.

- O trabalho para o qual Paulo nomeou Timóteo envolveu sérias dificuldades, e ele achou necessário escrever uma carta de instrução a seu jovem colaborador que enfrentava problemas.

- Na carta, ele ensinou Timóteo como combater os falsos mestres, como ordenar o culto da igreja, como escolher os líderes da igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classe na igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classes na igreja. Timóteo deveria ensinar a fé apostólica e levar uma vida exemplar o tempo todo.

- Para que a congregação prosperasse, não se podia desperceber a oração. A fim de que os cristãos pudessem continuar levando uma vida calma e sossegada, sem interferências, era correto que orassem com respeito a reis e a homens em altas posições governamentais. A respeito dos que representavam a congregação em oração, assim Paulo escreveu: “Desejo . . . que em todo lugar os homens façam orações, erguendo mãos leais, sem furor e sem debates.” Isto significava achegar-se a Deus de modo puro, sem quaisquer sentimentos de animosidade ou de ira para com outros. 1Ti 2:1-8.

- Timóteo também tinha de ficar alerta para que as mulheres mantivessem seu lugar designado por Deus (1Ti 2:9-15); para que apenas homens habilitados servissem como superintendentes e servos ministeriais, pois tais atuariam como forte baluarte contra a apostasia (3:1-13; 5:22); para que as viúvas merecedoras recebessem ajuda da congregação (5:3-16); para que se mostrasse a devida consideração aos anciãos que presidiam de maneira excelente (5:17-19); para que os escravos se portassem de modo correto para com seus amos (6:1, 2); para que todos ficassem contentes com aquilo que possuíam, em vez de procurarem ficar ricos (6:6-10); e para que os ricos não baseassem suas esperanças em coisas materiais, sendo, em vez disso, ricos em obras excelentes, e manifestando generosidade (6:17-19). O próprio Timóteo tinha de ser um “exemplo para os fiéis, no falar, na conduta, no amor, na fé, na castidade”, e também tinha de preocupar-se em continuar a fazer progresso. 4:12, 15, 16; 6:11-14.

5) PALAVRA CHAVE

“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina”

Timoteo – 4;16 Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.

6) APRESENTAÇÃO DE CRISTO

- A divindade de Jesus é evidente, pois Paulo o iguala a Deus, o Pai (1.1-2; 3.16) e proclama sua soberania universal e natureza eterna (6.15-16). Jesus é a fonte da graça, misericórdia e paz (1.12,14), que comandou o apostolado de Paulo (1.1) e o capacitou para o ministério (1.12).

- Cristo é tanto Senhor (1.2,12,14; 5.21; 6.3,14,15) quando salvador (1.1,15), que “se deu a si mesmo em preço de redenção por todos” (2.6). Em virtude de seu trabalho de redenção, ele é o único “mediador entre Deus e os homens” (2.5), a maneira de acessar a Deus.

- Ele, que se faz carne, ascendeu ao céu (3.16). Por enquanto, ele é nossa esperança (1.1), e a promessa de sua volta é um incentivo à fidelidade no ministério e à pureza na vida (6.14).

7) RESUMO DO LIVRO

Introdução 1.1-20

I. Instruções relacionadas à igreja 2.1-3.16

* Seu culto 2.1-15
* Seus líderes 3.1-13
* Sua função em relação à verdade 3.14-16

II. Instrução relacionada aos deveres pastorais 4.1-6.10

* Em relação à igreja como um todo 4.1-16
* Em relação às várias classes na igreja 5.1-6.10

III. Exortações finais 6.11-21

* Para manter a fé e militar na fé 6.11-21
* Para apresentar as reivindicações de Cristo aos ricos 6.17-19
* Para guardar a verdade 6.20-21

II TIMOTEO

II TIMOTEO






1) INTRODUÇÃO E TÍTULO
a) Introdução

É como é conhecida a segunda carta que o apóstolo S. Paulo redigiu a Timóteo. Nesta segunda carta, o tema central desloca-se da comunidade de Éfeso para a relação pessoal entre Paulo e Timóteo.

b) Título
Segunda Epístola a Timóteo
2) AUTORIA
O apóstolo Paulo.
3) DATA E CENÁRIO
a) Data
- O consenso geral é que após ficar preso pela primeira vez em Roma (cf. Atos 28:16,30-31) Paulo foi solto e foi permitido que viajasse por vários anos antes de ser preso novamente. Foi durante a segunda vez que ficou preso que Paulo escreveu esta epístola de Roma (cf. 1:16-17).
- Tudo indica que ele não esperava ser solto (cf. 4:6-7) e pouco tempo após escrever esta epístola ele foi morto por Nero. Como Nero foi morto em 68 d.C., Paulo teria morrido pouco tempo antes. Por isso, esta carta pode receber a data de aproximadamente 66-67 d.C. pouco antes da morte do Apóstolo.
- Próximo de seu martírio, Paulo deseja rever Timóteo e o exorta a manter-se perseverante, mesmo que para isso seja necessário sofrer por causa do Evangelho.
- Foi provavelmente a última epístola de Paulo, em ordem cronológica. O trecho "Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé" (II Timóteo 4:6-7) mostra a visão do apóstolo sobre sua trajetória de vida cristã
b) Cenário
- Em 64 dC, um grande incêndio grassou em Roma, destruindo cerca de um quarto da cidade. Surgiram rumores de que o César Nero era responsável por isso. Para proteger-se, Nero lançou a culpa nos cristãos. Isto parece ter suscitado uma onda de violenta perseguição governamental. Foi provavelmente por volta dessa época (c. 65 dC) que o apóstolo Paulo foi novamente preso em Roma.

- Geralmente se crê que Paulo esteve encarcerado duas vezes em Roma, e que foi durante a segunda vez que escreveu esta carta. Anteriormente ele havia tido alguma liberdade, pois vivia numa casa alugada, At 28:30. Durante esse tempo teria acesso aos amigos, mas agora estava incomunicável e Onesíforo havia tido dificuldade de encontrá-lo, 1:17. Muitos de seus companheiros o haviam abandonado, ele esperava ser executado logo. Percebe-se, através da carta, um tom triste de solidão, e o anseio de Paulo de ver a seu amado Timóteo.
- Embora muitos o abandonassem, e ele sofresse em cadeias e enfrentasse a morte iminente (2Ti 1:15, 16; 4:6-8), o apóstolo escreveu uma carta animadora a Timóteo, carta esta que preparava seu colaborador mais jovem para resistir aos elementos apóstatas de dentro da congregação, e para ficar firme diante de perseguição. (2:3-7, 14-26; 3:144:5) Por ficar sabendo das circunstâncias pelas quais Paulo passava, Timóteo teria meios de derivar encorajamento do bom exemplo de perseverança fiel do apóstolo sob grande tribulação. 2:8-13.
- Destemidamente, com a força que Deus dá, Paulo exortou Timóteo: “Atices, como a um fogo, o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos. Porque Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de poder, e de amor, e de bom juízo. Portanto, não te envergonhes do testemunho a respeito de nosso Senhor, nem de mim, prisioneiro pela causa dele, mas participa em sofrer o mal pelas boas novas, segundo o poder de Deus.” 2Ti 1:6-8.
4) TEMA E PROPÓSITO
a) Tema
- Nesta segunda carta, o tema central desloca-se da comunidade de Éfeso para a relação pessoal entre Paulo e Timóteo.

b) Propósito
- Geral, o de animar e instruir o jovem evangelista em seu trabalho ministerial.
- Especial, o de pedir ao seu filho no evangelho, Timóteo, que vá logo a Roma levando ao apóstolo o consolo da sua companhia, 1:4; 4:9,21.
5) PALAVRA CHAVE
Resistir “cumpre cabalmente o teu ministério!”
II Timóteo 4:5 “Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.”
6) CRISTO
II Temoteo 4;1 CONJURO-TE, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino,
7) RESUMO DO LIVRO
- A Carta pode ser dividida em quatro partes:
- Os capítulos proporcionam as divisões naturais.


Parte I.

Saudações pessoais, exortações e experiências. Cap. 1.
Afetuosa saudação, vv. 1-4.
Lembra a piedosa linhagem de Timóteo e o exorta à seriedade e ao valor, vv. 5-8.
Refere-se ao plano de salvação por meio de Cristo, vv. 9-10
Alusões pessoais ao próprio chamado do autor da carta à obra e sua firme confiança no Senhor, vv. 11-12.
Uma segunda exortação, vv. 13-14.
Refere-se à deslealdade das igrejas da Ásia e recomenda a confiabilidade de Onesíforo, vv. 15-18.

Parte II.

Antes de todo, conselhos ao jovem servo do Senhor. Cap. 2.

a) Como soldado espiritual, atleta e lavrador.
a) A ser forte na graça divina e a escolher ajudantes fiéis, vv. 1-2.
c) A manifestar qualidades militares de resistência e a separar-se das ataduras do mundo, vv. 3-4.
d) Como atleta espiritual, a observar as regras do jogo, v. 5.
e) Como um lavrador que espera os frutos, v. 6.

Verdades que se deve ter em conta.

a) A ressurreição de Cristo, cuja pregação havia provocado o encarceramento de Paulo, vv. 7-9.
b) O sofrer pela igreja e o morrer com Cristo conduz à vida eterna e à honra espiritual, vv. 9-12.

Conselhos acerca de como enfrentar a heresia e a controvérsia religiosa.

a) Por meio de admoestações sérias aos contenciosos, v.14.
b) Buscar ser hábil expositor da verdade, v. 15.
c) Evitar palavras profanas e doutrinas estranhas que carcomem a vida espiritual e destroem a fé, vv. 16-18.
d) Recordar a fortaleza do fundamento divino e que os cristãos se devem separar do mal, v. 19.
e) Lembrar que a igreja, como uma casa grande, tem alguns objetos de honra e outros de desonra, e que o propósito de cada crente deve ser o de tornar-se "idôneo para o uso do Senhor", vv. 20-21.

Conselhos acerca de desejos pessoais e de como tratar com as contendas.

a) A importância da pureza pessoal e dos bens espirituais, v. 22.
b) A necessidade de evitar perguntas tolas e contendas mediante uma atitude paciente diante dos c) oponentes, esperando que se arrependam, vv. 23-26.

Parte III.

Predições de apostasia e corrupção social, junto com uma exortação à firmeza. Cap. 3.

a) As diferentes características de maldade dos homens nos últimos dias, os quais, sob o pretexto de religião, praticam a sensualidade, vv. 1-6. A estupidez e insensatez deles um dia será manifesta a todos algum dia, vv. 7-9.
b) Parêntese: referências à perseguição, vv. 11-12.
c) Predição acerca da crescente onda de pecado, v. 13.
d) O apóstolo chama Timóteo à firmeza, em vista de suas oportunidades espirituais e de sua instrução nas Escrituras desde a infância, vv. 14-15.
e) O poder da inspirada Palavra de Deus para equipar e aperfeiçoar o obreiro cristão em sua tarefa, vv. 16-17.

Parte IV.

Um dever solene, um final vitorioso, um abandono triste, uma súplica comovedora e uma confiança perfeita. Cap. 4.

O dever solene:

a) Fidelidade na entrega da mensagem, vv. 1-2.
b) Predições acerca de uma época em que os homens desprezarão a verdade e buscarão mestres conforme suas próprias concupiscências, vv. 1-2.
c) Exortação a um ministério sincero e fiel, v. 5.

O fim da carreira de Paulo.

a) Termina com uma atitude vitoriosa, vv. 6-8.
b) Com uma confiança perfeita no Senhor, vv. 17-18.

A necessidade de companheirismo, e algumas coisas para aliviar a vida na prisão.

a) A solidão causada pela partida de amigos e a deserção de companheiros não confiáveis, vv. 10-12, também v. 16.
b) A necessidade de algum consolo que alegre a vida na prisão, v. 13.
c) Exorta a Timóteo a que venha logo, vv. 9,21.
d) Saudações e bênção final, vv. 19-22