ESCOLA DE MÚSICA - ELLAM

CRISTO É UMA QUESTÃO DE OPÇÃO

CRONOLOGIA BÍBLICA

CRONOLOGIA BÍBLICA

terça-feira, 8 de junho de 2010

I TIMOTEO

1º Timóteo











1) INTRODUÇÃO E TÍTULO


a) Introdução

- Carta de Paulo apóstolo de Jesus Cristo direcionada a Timoteo.

A carta foi direcionada a Timoteo:

- Timoteo era de neto de uma judia chamada Lóide, e filho de Eunice, Eunice era casada com um gentio, com quem teve Timóteo, provavelmente seu único filho. Era evidente que Timóteo tinha recebido os ensinamentos da religião judaica e instruíram o menino, desde cedo, nas Escrituras (II Tm 1:5; 3:14-15), porem seu pai recusou-se a permitir que o filho fosse circuncidado.

- É provável que Timóteo converteu-se na primeira viagem de Paulo, quando o Evangelho chegou em Listra pela primeira vez (por volta de 47 a.D.)

- E tornou-se um dos colaboradores na segunda viagem, na qual levou o apóstolo a pregar o Evangelho no mar Egeu em direção à Europa (At 16.1,3). Assim se desenvolveu um relacionamento bastante próximo entre Paulo e Timóteo.

- Quando Paulo retornou a Listra, ele encontrou Timóteo como membro da igreja local, altamente recomendado por seus líderes ali e em Icônio. Sob a sugestão do ES, Paulo adicionou Timóteo a seu grupo apostólico.

- Como eles iam ministrar entre os judeus, Paulo advertiu Timóteo a ser circuncidado, não por causa da justiça, mas para evitar ofender os judeus, uma vez que sua mãe era judia.

b) Título

- Foi chamada pela primeira vez de Epístola Pastoral no século XVIII.

- O título é apenas parcialmente uma descrição do seu conteúdo, pois não são estritamente pastorais no sentido de fornecer instrução sobre o cuidado das almas.

- A designação de pastoral é por serem dirigidas a pessoas que tinham responsabilidades pastorais.

- A carta recebe o titulo do nome do receptor ou seja Timoteo.


2) AUTORIA

- Todas as Epístolas Pastorais (1Tm, 2Tm, Tt) nomeiam o apóstolo Paulo como sendo o autor das mesmas. - Temos também a antiga tradição como referencia onde se declara unanime que Paulo as escreveu.



3) DATA E CENÁRIO

a) Data

- I Timóteo; Foi escrita na Macedônia (em Filipos), cerca de 64 d.C., durante o intervalo entre o primeiro e o segundo aprisionamento de Paulo em Roma. - É a sua décima primeira carta e a primeira carta pastoral.






(Filipos era uma colônia que estava localizada no Caminho Egnatan, que era a principal estrada que cruzava a Macedônia. Por ser uma cidade cosmopolita, Filipos misturava tradições gregas e latinas) fotos abaixo.












b) Cenário

- É reunindo-se em Mileto provavelmente por volta de 56 d.C, que Paulo com os anciãos da pequena congregação localizada em Éfeso disse: Recebeste o Espírito Santo, porem eles responderam nem sabemos da existência do Espírito Santo; Pôs só eram batizados no batismo de João. Atos 19;1-6
1 - E SUCEDEU que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos,
2 Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo.
3 Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João.
4 Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo.
5 E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus.
6 E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam.

- E disse mais “Sei que depois de eu ter ido embora entrarão no meio de vós lobos opressivos e eles não tratarão o rebanho com ternura, e dentre vós mesmos surgirão homens e falarão coisas deturpadas, para atrair a si os discípulos.” (At 20:29, 30).

- Assim em alguns anos, o ensino de doutrinas falsas tornou-se tão grave, que Paulo incentivou Timóteo a permanecer em Éfeso, para que ‘mandasse a certos que não ensinassem doutrina diferente, nem prestassem atenção a histórias falsas e a genealogias’. (1Ti 1:3, 4) Timóteo teve de travar um combate espiritual dentro da congregação cristã, para preservar a pureza dela, e ajudar seus membros a permanecer na fé.

- Paulo visitou Éfeso por volta de 63 dC, após ser libertado de sua primeira prisão romana, logo em seguida, ele partiu, deixando Timóteo responsável pela igreja de lá. Em sua primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé pregaram em Listra, uma cidade da Licaônica, e obtiveram em meios às perseguições sucesso.

- Paulo havia deixado Timóteo em Éfeso para edificar os irmãos (1 Timóteo 1:3). A igreja de Éfeso também é destacada no livro de Apocalipse como uma entre as sete igrejas as Jesus Cristo se dirigiu * Ao Anjo da Igreja em Éfeso * (Apoc. 2:1-7)

Mapa da Lídia na antiguidade localização de Éfeso de e outras cidades do oeste da Anatólia

- Éfeso era a capital e o principal centro de negócios da Ásia. Era uma das maiores cidades do Império Romano, capital da província chamada Ásia Menor, cujo território pertence hoje à Turquia. Localizava-se às margens do rio Caístro. Era um centro de transporte marítimo e terrestre, tão importante quanto a Antioquia, na Síria, e Alexandria, no Egito. - Éfeso era uma das maiores cidades no litoral do mar Mediterrâneo, uma cidade com suas peculiaridades. Historiadores geralmente calculam a população da cidade no I século entre 250.000 e 500.000. Progressista, rica e idólatra.
Os valores morais não eram os melhores. Praticavam-se ali torpezas e cultos a diversas divindades, sendo o principal o culto à deusa da fertilidade, a Diana dos efésios.








ESTÁTUA DE DIANA DOS EFÉSIOS


(Atos 19:34) - Mas quando conheceram que era judeu, todos unanimemente levantaram a voz, clamando por espaço de quase duas horas: Grande é a Diana dos efésios.







MARKET DO TEMPLO DE DIANA EM EFÉSO
O templo
- Quando escreveu a primeira carta aos coríntios, Paulo estava em Éfeso. Talvez por isso, diante da grandiosidade daquela construção, o apóstolo fala sobre a igreja de Cristo, comparando-a a um edifício. Ele menciona o processo de edificação, o fundamento, os construtores e o material utilizado (I Cor.3.9-17). Mais tarde, quando escreve aos Efésios, Paulo volta a essa comparação (Ef.2.19-22).
- Os Jónios ocuparam este lugar cerca do ano 1100 a.C.; provavelmente esta cidade já existia antes deste período, mas não se sabe a data da sua fundação. Esta cidade passou do domínio do rei de Pérgamo para o império romano em 133 a.C. O templo foi incendiado no dia em que nasceu Alexandre Magno. Posteriormente, o próprio Alexandre ofereceu-se para reconstruí-lo. Contudo, sua oferta foi recusada pelos efésios, os quais reconstruíram o santuário, tornando-o mais esplêndido do que antes.
- O templo de Ártemis era um local de peregrinação visitado tanto por persas quanto por gregos. Foi o primeiro templo de mármore a ser construído à maneira grega e serviu de modelo para muitos outros. Projetado por um arquiteto cretense e seu filho, media 129,5 metros de comprimento e 68,5 metros de largura. Tinha 127 colunas, cada uma com mais de 18 metros de altura. A obra era colossal, uma verdadeira maravilha para a época. Decorada com muito ouro, mostrava a riqueza de Éfeso e da Ásia Menor.
- Segundo conta os historiadores Fant e Reddish.
* Os nativos da região adoravam a deusa Cibele.

- Cibele ou Cíbele era uma deusa originária da Frígia. Designada como "Mãe dos Deuses" ou Deusa mãe, simbolizava a fertilidade da natureza. O seu culto iniciou-se na região da Ásia Menor e espalhou-se por diversos territórios da Grécia Antiga.


*Os colonizadores gregos assimilaram a religião regional e identificaram Cibele com a deusa grega Ártemis, a deusa virgem era a deusa grega do parto, da fertilidade, da caça, dos animais selvagens e da Lua.
Escultura da deusa Ártemis


* Os romanos conquistam a Grécia e identificam Ártemis com Diana. deusa romana da lua, da caça e da castidade Estátua de Diana no Museu do Louvre


A Religião de Éfeso

Como todos os centros comerciais, Éfeso provia uma atmosfera cosmopolita, combinando as culturas grega e romana. A cidade também era um centro de adoração e atraía grande número de peregrinos e seguidores religiosos.

O culto de Ártemis em Éfeso era anterior ao povoamento grego em Éfeso; o próprio nome Ártemis não é grego. A deusa era tradicionalmente venerada como protetora das criaturas selvagens. Essa associação com as criaturas selvagens sobreviveu, de uma forma alterada, em sua adoração em terras gregas como “a rainha e caçadora, vigem e justa.” A Ártemis de Éfeso, por outro lado, parece ter adquirido algumas características da grande deusa-mãe venerada desde o tempo imemorial na Ásia Menor.

Segundo Fant e Reddish, os nativos adoravam a deusa Cibele. Os colonos gregos assimilaram a religião regional e identificaram Cibele com a deusa grega Ártemis, a caçadora virgem. Os romanos, posteriormente, identificaram Ártemis com Diana. Ártemis era uma antiga deusa de associações mistas. Ela estava identificada com a fertilidade e nascimento. Mesmo que fosse adorada muito tempo antes da dominação grega ou romana, seu culto eventualmente se fundiu com sua contraparte romana Diana, sendo conhecida como a deusa da caça e da lua.

Éfeso tornara-se um ponto de miscigenação racial, um centro comercial cosmopolitano do Império, e um campo de batalha religioso. De acordo com Couch, a divindade ali adorada, antes de se tornar conhecida como Ártemis, era a Astarote dos fenícios. IMAGEM AO LADO Astarote: deusa da fertilidade, lascívia, vitalidade etc.

Relacionamentos
Em Sidom o culto era dividido principalmente entre dois deuses Eshmund e Asterate (Astarte). Astarte era esposa do deus Tamuz que vem referenciado na biblia em Ezequiel 8:14. Astarte era filha de Baal irmã gémea de Camoesh (ou Camos) Locais de Culto Um dos seus templos principais encontrava-se na terra dos filisteus - em Ekron (I Samuel 31:10).

Independente da versão, essa deusa da fertilidade era adorada com prostituição legalizada, subsídios comercializados e um maravilhoso templo.

O culto a Ártemis era marcado por zelo missionário e se espalhou para o ocidente. A deusa competiu com o cristianismo primitivo em sua missão universal, provendo até mesmo revelação por sonhos para o crescimento do seu culto. Lucas descreve a missão em Éfeso como sendo inspirada por sonhos e visões (Atos 2:17; 9:10; 10:10; 16:9; 18:9; 23:11).

A idolatria e a imoralidade eram tão más em Éfeso que a cidade foi apelidada de arch paganismi, “o cúmulo do paganismo.” O Templo de Ártemis iniciou um badalado centro de manufatura de ídolos. Prostitutas e pornografia eram o próximo item básico oferecido aos peregrinos e turistas.

Para os efésios, o templo e a adoração à Ártemis representavam oportunidades econômicas tanto quanto orgulho cívico. Éfeso também era um centro de aprendizado e prática de artes mágicas e práticas ocultas. O povo acreditava em amuletos, poções, palavras mágicas e feitiços.

Mesmo entre os efésios praticantes de magia o evangelho provou seu poder. Muitos deles acreditavam, e vieram até Paulo e seus companheiros missionários, confessando seus sortilégios e revelando seus feitiços.

De acordo com a teoria mágica, a potência de um feitiço estava ligado ao seu segredo; se fosse divulgado, se tornava ineficaz. Então estes magos convertidos renunciaram seu poder imaginário ao tornar seus feitiços inoperantes. Muitos deles também reuniram seus papiros mágicos e fizeram uma fogueira com eles. Alguns desses rolos mágicos sobreviveram até nossos dias. A conexão especial de Éfeso com a mágica é refletida pelo termo “cartas dos efésios” para os rolos mágicos.
- A cidade ocupava um lugar estratégico para o comércio que, dentre outras coisas, girava em torno da manipulação do ouro. Apesar de toda a riqueza material, em sua terceira viagem missionária, Paulo encontrou ali um povo não só atolado na decadência moral, como também na cegueira e pobreza espiritual. Sua população era constituída na maioria por pessoas razoavelmente ricas e intelectualizadas. A região de Éfeso e Mileto, foi berço de muitos filósofos, entre eles Thales (ca.625-546 a.C.), Heróclito (ca. 540 a 470 a.C.) e Isidorus (sec. VI d.C.). Foi encontrada por arqueólogos, uma inscrição em pedra (talvez erguida por ordem do imperador), que premiava Éfeso como "a cidade mais ilustre de toda Ásia". Alexandre, o Grande, Cleópatra, Maria mãe de Jesus, Izabel, João e Paulo foram algumas das pessoas que passaram por Éfeso.
O nível cultural que se revelava naquela cidade era excelente, destacando-se ali os estóicos e os epicureus (filósofos que contendiam com Paulo em Atenas, At 17.18).
* Os epicureus ensinavam que o prazer é o sumo bem dos homens.
* Os estóicos, ao contrário, ensinavam que o prazer nunca deve ser o motivo de nossos atos.
Zenão de Cítio, o fundador dessa seita, aconselhava os seus discípulos a dominarem os seus sentimentos, para resistirem o mais possível todas as influências externas. O estoicismo alcançava um grau de insensibilidade que se assemelhava muitas vezes à dureza.
- Sabemos algumas coisas sobre a história da igreja em Éfeso de outros livros do Novo Testamento. No final de sua segunda viagem, Paulo deixou Áqüila e Priscila em Éfeso, onde corrigiram o entendimento incompleto de Apolo sobre o caminho do Senhor (Atos 18:18-26). Na terceira viagem, Paulo voltou para Éfeso, onde pregou a palavra de Deus por três anos (Atos 19:1-41; 20:31). Na volta da mesma viagem, passou em Mileto e encontrou-se com os presbíteros de Éfeso (Atos 20:17-38). Durante os anos na prisão, Paulo escreveu a epístola aos efésios.
- Destas diversas referências aos efésios, podemos observar algumas coisas importantes sobre essa igreja. Desde o início, houve a necessidade de examinar doutrinas e aceitar somente o que Deus havia revelado. Assim, Áqüila e Priscila ajudaram Apolo (Atos 18:26); Paulo advertiu os presbíteros do perigo de falsos mestres entre eles (Atos 20:29-31), e orientou Timóteo a admoestar os irmãos a não ensinarem outra doutrina (1 Timóteo 1:3-7). A carta de Paulo aos efésios destacou a importância do amor (5:2), um tema frisado, também, nesta carta no Apocalipse.
4) TEMA E PROPÓSITO

a) Tema
As qualidades e deveres do ministro cristão, e a sua relação com a igreja, o lar e o mundo.
TIMOTEO - 3;15 - Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.

b) Propósitos
I Timóteo foi escrita para que Timóteo soubesse “como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (I Tm 3:15). Este é o resumo e a chave da epístola, que podemos desdobrar em três assuntos:
• Sendo uma carta pessoal, para que Timóteo saiba como andar na casa de Deus, haverá instruções pessoais a ele;
• Para saber como andar na casa de Deus, Timóteo precisa conhecer as ordens da casa. Portanto, haverá instruções positivas quanto à sã doutrina;
• Para portar-se dignamente, Timóteo também precisa conhecer as intenções e ensinos dos falsos mestres. Portanto, haverá avisos sobre a falsa doutrina.
Em suma: I Timóteo avisa sobre a falsa doutrina, instrui quanto à sã doutrina, e tudo isto numa forma bem pessoal ao jovem Timóteo.
1. Instrução na administração da Igreja
2. Encorajar Timóteo a ficar num lugar difícil
3. Advertir sobre doutrinas errôneas
- Conselhos e exortações a um jovem evangelista, que deve ter as qualidades e deveres do ministro cristão, e a sua relação com a igreja, o lar e o mundo; Acerca da conduta pessoal de Timoteo e seu trabalho ministerial. Para instruir Timóteo nos deveres do seu cargo, para admoestá-lo e para o prevenir contra os falsos mestres.

- O trabalho para o qual Paulo nomeou Timóteo envolveu sérias dificuldades, e ele achou necessário escrever uma carta de instrução a seu jovem colaborador que enfrentava problemas.

- Na carta, ele ensinou Timóteo como combater os falsos mestres, como ordenar o culto da igreja, como escolher os líderes da igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classe na igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classes na igreja. Timóteo deveria ensinar a fé apostólica e levar uma vida exemplar o tempo todo.

- Para que a congregação prosperasse, não se podia desperceber a oração. A fim de que os cristãos pudessem continuar levando uma vida calma e sossegada, sem interferências, era correto que orassem com respeito a reis e a homens em altas posições governamentais. A respeito dos que representavam a congregação em oração, assim Paulo escreveu: “Desejo . . . que em todo lugar os homens façam orações, erguendo mãos leais, sem furor e sem debates.” Isto significava achegar-se a Deus de modo puro, sem quaisquer sentimentos de animosidade ou de ira para com outros. 1Ti 2:1-8.

- Timóteo também tinha de ficar alerta para que as mulheres mantivessem seu lugar designado por Deus (1Ti 2:9-15); para que apenas homens habilitados servissem como superintendentes e servos ministeriais, pois tais atuariam como forte baluarte contra a apostasia (3:1-13; 5:22); para que as viúvas merecedoras recebessem ajuda da congregação (5:3-16); para que se mostrasse a devida consideração aos anciãos que presidiam de maneira excelente (5:17-19); para que os escravos se portassem de modo correto para com seus amos (6:1, 2); para que todos ficassem contentes com aquilo que possuíam, em vez de procurarem ficar ricos (6:6-10); e para que os ricos não baseassem suas esperanças em coisas materiais, sendo, em vez disso, ricos em obras excelentes, e manifestando generosidade (6:17-19). O próprio Timóteo tinha de ser um “exemplo para os fiéis, no falar, na conduta, no amor, na fé, na castidade”, e também tinha de preocupar-se em continuar a fazer progresso. 4:12, 15, 16; 6:11-14.

5) PALAVRA CHAVE

“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina”

Timoteo – 4;16 Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.

6) APRESENTAÇÃO DE CRISTO

- A divindade de Jesus é evidente, pois Paulo o iguala a Deus, o Pai (1.1-2; 3.16) e proclama sua soberania universal e natureza eterna (6.15-16). Jesus é a fonte da graça, misericórdia e paz (1.12,14), que comandou o apostolado de Paulo (1.1) e o capacitou para o ministério (1.12).

- Cristo é tanto Senhor (1.2,12,14; 5.21; 6.3,14,15) quando salvador (1.1,15), que “se deu a si mesmo em preço de redenção por todos” (2.6). Em virtude de seu trabalho de redenção, ele é o único “mediador entre Deus e os homens” (2.5), a maneira de acessar a Deus.

- Ele, que se faz carne, ascendeu ao céu (3.16). Por enquanto, ele é nossa esperança (1.1), e a promessa de sua volta é um incentivo à fidelidade no ministério e à pureza na vida (6.14).

7) RESUMO DO LIVRO

Introdução 1.1-20

I. Instruções relacionadas à igreja 2.1-3.16

* Seu culto 2.1-15
* Seus líderes 3.1-13
* Sua função em relação à verdade 3.14-16

II. Instrução relacionada aos deveres pastorais 4.1-6.10

* Em relação à igreja como um todo 4.1-16
* Em relação às várias classes na igreja 5.1-6.10

III. Exortações finais 6.11-21

* Para manter a fé e militar na fé 6.11-21
* Para apresentar as reivindicações de Cristo aos ricos 6.17-19
* Para guardar a verdade 6.20-21

II TIMOTEO

II TIMOTEO






1) INTRODUÇÃO E TÍTULO
a) Introdução

É como é conhecida a segunda carta que o apóstolo S. Paulo redigiu a Timóteo. Nesta segunda carta, o tema central desloca-se da comunidade de Éfeso para a relação pessoal entre Paulo e Timóteo.

b) Título
Segunda Epístola a Timóteo
2) AUTORIA
O apóstolo Paulo.
3) DATA E CENÁRIO
a) Data
- O consenso geral é que após ficar preso pela primeira vez em Roma (cf. Atos 28:16,30-31) Paulo foi solto e foi permitido que viajasse por vários anos antes de ser preso novamente. Foi durante a segunda vez que ficou preso que Paulo escreveu esta epístola de Roma (cf. 1:16-17).
- Tudo indica que ele não esperava ser solto (cf. 4:6-7) e pouco tempo após escrever esta epístola ele foi morto por Nero. Como Nero foi morto em 68 d.C., Paulo teria morrido pouco tempo antes. Por isso, esta carta pode receber a data de aproximadamente 66-67 d.C. pouco antes da morte do Apóstolo.
- Próximo de seu martírio, Paulo deseja rever Timóteo e o exorta a manter-se perseverante, mesmo que para isso seja necessário sofrer por causa do Evangelho.
- Foi provavelmente a última epístola de Paulo, em ordem cronológica. O trecho "Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé" (II Timóteo 4:6-7) mostra a visão do apóstolo sobre sua trajetória de vida cristã
b) Cenário
- Em 64 dC, um grande incêndio grassou em Roma, destruindo cerca de um quarto da cidade. Surgiram rumores de que o César Nero era responsável por isso. Para proteger-se, Nero lançou a culpa nos cristãos. Isto parece ter suscitado uma onda de violenta perseguição governamental. Foi provavelmente por volta dessa época (c. 65 dC) que o apóstolo Paulo foi novamente preso em Roma.

- Geralmente se crê que Paulo esteve encarcerado duas vezes em Roma, e que foi durante a segunda vez que escreveu esta carta. Anteriormente ele havia tido alguma liberdade, pois vivia numa casa alugada, At 28:30. Durante esse tempo teria acesso aos amigos, mas agora estava incomunicável e Onesíforo havia tido dificuldade de encontrá-lo, 1:17. Muitos de seus companheiros o haviam abandonado, ele esperava ser executado logo. Percebe-se, através da carta, um tom triste de solidão, e o anseio de Paulo de ver a seu amado Timóteo.
- Embora muitos o abandonassem, e ele sofresse em cadeias e enfrentasse a morte iminente (2Ti 1:15, 16; 4:6-8), o apóstolo escreveu uma carta animadora a Timóteo, carta esta que preparava seu colaborador mais jovem para resistir aos elementos apóstatas de dentro da congregação, e para ficar firme diante de perseguição. (2:3-7, 14-26; 3:144:5) Por ficar sabendo das circunstâncias pelas quais Paulo passava, Timóteo teria meios de derivar encorajamento do bom exemplo de perseverança fiel do apóstolo sob grande tribulação. 2:8-13.
- Destemidamente, com a força que Deus dá, Paulo exortou Timóteo: “Atices, como a um fogo, o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos. Porque Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de poder, e de amor, e de bom juízo. Portanto, não te envergonhes do testemunho a respeito de nosso Senhor, nem de mim, prisioneiro pela causa dele, mas participa em sofrer o mal pelas boas novas, segundo o poder de Deus.” 2Ti 1:6-8.
4) TEMA E PROPÓSITO
a) Tema
- Nesta segunda carta, o tema central desloca-se da comunidade de Éfeso para a relação pessoal entre Paulo e Timóteo.

b) Propósito
- Geral, o de animar e instruir o jovem evangelista em seu trabalho ministerial.
- Especial, o de pedir ao seu filho no evangelho, Timóteo, que vá logo a Roma levando ao apóstolo o consolo da sua companhia, 1:4; 4:9,21.
5) PALAVRA CHAVE
Resistir “cumpre cabalmente o teu ministério!”
II Timóteo 4:5 “Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.”
6) CRISTO
II Temoteo 4;1 CONJURO-TE, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino,
7) RESUMO DO LIVRO
- A Carta pode ser dividida em quatro partes:
- Os capítulos proporcionam as divisões naturais.


Parte I.

Saudações pessoais, exortações e experiências. Cap. 1.
Afetuosa saudação, vv. 1-4.
Lembra a piedosa linhagem de Timóteo e o exorta à seriedade e ao valor, vv. 5-8.
Refere-se ao plano de salvação por meio de Cristo, vv. 9-10
Alusões pessoais ao próprio chamado do autor da carta à obra e sua firme confiança no Senhor, vv. 11-12.
Uma segunda exortação, vv. 13-14.
Refere-se à deslealdade das igrejas da Ásia e recomenda a confiabilidade de Onesíforo, vv. 15-18.

Parte II.

Antes de todo, conselhos ao jovem servo do Senhor. Cap. 2.

a) Como soldado espiritual, atleta e lavrador.
a) A ser forte na graça divina e a escolher ajudantes fiéis, vv. 1-2.
c) A manifestar qualidades militares de resistência e a separar-se das ataduras do mundo, vv. 3-4.
d) Como atleta espiritual, a observar as regras do jogo, v. 5.
e) Como um lavrador que espera os frutos, v. 6.

Verdades que se deve ter em conta.

a) A ressurreição de Cristo, cuja pregação havia provocado o encarceramento de Paulo, vv. 7-9.
b) O sofrer pela igreja e o morrer com Cristo conduz à vida eterna e à honra espiritual, vv. 9-12.

Conselhos acerca de como enfrentar a heresia e a controvérsia religiosa.

a) Por meio de admoestações sérias aos contenciosos, v.14.
b) Buscar ser hábil expositor da verdade, v. 15.
c) Evitar palavras profanas e doutrinas estranhas que carcomem a vida espiritual e destroem a fé, vv. 16-18.
d) Recordar a fortaleza do fundamento divino e que os cristãos se devem separar do mal, v. 19.
e) Lembrar que a igreja, como uma casa grande, tem alguns objetos de honra e outros de desonra, e que o propósito de cada crente deve ser o de tornar-se "idôneo para o uso do Senhor", vv. 20-21.

Conselhos acerca de desejos pessoais e de como tratar com as contendas.

a) A importância da pureza pessoal e dos bens espirituais, v. 22.
b) A necessidade de evitar perguntas tolas e contendas mediante uma atitude paciente diante dos c) oponentes, esperando que se arrependam, vv. 23-26.

Parte III.

Predições de apostasia e corrupção social, junto com uma exortação à firmeza. Cap. 3.

a) As diferentes características de maldade dos homens nos últimos dias, os quais, sob o pretexto de religião, praticam a sensualidade, vv. 1-6. A estupidez e insensatez deles um dia será manifesta a todos algum dia, vv. 7-9.
b) Parêntese: referências à perseguição, vv. 11-12.
c) Predição acerca da crescente onda de pecado, v. 13.
d) O apóstolo chama Timóteo à firmeza, em vista de suas oportunidades espirituais e de sua instrução nas Escrituras desde a infância, vv. 14-15.
e) O poder da inspirada Palavra de Deus para equipar e aperfeiçoar o obreiro cristão em sua tarefa, vv. 16-17.

Parte IV.

Um dever solene, um final vitorioso, um abandono triste, uma súplica comovedora e uma confiança perfeita. Cap. 4.

O dever solene:

a) Fidelidade na entrega da mensagem, vv. 1-2.
b) Predições acerca de uma época em que os homens desprezarão a verdade e buscarão mestres conforme suas próprias concupiscências, vv. 1-2.
c) Exortação a um ministério sincero e fiel, v. 5.

O fim da carreira de Paulo.

a) Termina com uma atitude vitoriosa, vv. 6-8.
b) Com uma confiança perfeita no Senhor, vv. 17-18.

A necessidade de companheirismo, e algumas coisas para aliviar a vida na prisão.

a) A solidão causada pela partida de amigos e a deserção de companheiros não confiáveis, vv. 10-12, também v. 16.
b) A necessidade de algum consolo que alegre a vida na prisão, v. 13.
c) Exorta a Timóteo a que venha logo, vv. 9,21.
d) Saudações e bênção final, vv. 19-22