ESCOLA DE MÚSICA - ELLAM

CRISTO É UMA QUESTÃO DE OPÇÃO

CRONOLOGIA BÍBLICA

CRONOLOGIA BÍBLICA

segunda-feira, 23 de maio de 2011

ECLESIASTE




                                                                            INTRODUÇÃO           

 
Eclesiastes


- O livro de Eclesiastes faz parte dos livros poéticos e sapienciais do Antigo Testamento da Bíblia cristã e judaica, vem depois do Livro dos Provérbios e antes de Cântico dos Cânticos; Faz parte dos escritos atribuídos tradicionalmente ao Rei Salomão, por narrar fatos que coincidiriam com aqueles de sua vida, o Livro tem seu nome emprestado da Septuaginta, e na Bíblia hebraica é chamado Kohelet ou  Qoheleth (קהלת).

-  Qoheleth é um título Hebraico, cuja raiz encontra-se na seqüência das consoantes: Q, H, L, cuja primeira acepção é reunião ou ajuntamento de pessoas. Nas formas verbais, essas consoantes dão o sentido de reunir, juntar; dessa maneira, o termo substantivado Qoheleth, pode significar aquele que reúne um a assembléia para falar-lhe; ou seja, o pregador.

- Qoheleth é derivado da raiz qãhal, que significa "convocar uma assembléia", ou então, "dirigir a palavra a um a assembléia". O autor desta obra refere- se assim a si mesmo em numerosas passagens, e, portanto, o nome é aplicável à obra. O termo ecclêsiastês é uma boa tradução deste termo, e se deriva de ekklèsia, que significa "assembléia". Embora tenha seu significado considerado como incerto, a palavra tem sido traduzida para o português como pregador ou preletor.















1)                  O AUTOR DE ECLESIASTE NÃO IDENTIFICA-SE
a)    - O livro de Eclesiastes é geralmente creditado a Salomão, escrito em sua velhice, é aceito tanto pela sinagoga como pela igreja que esta obra é genuína. Embora não se diga especificamente que Salomão foi o escritor, diversas passagens são bem conclusivas neste sentido.

I) - O congregante se apresenta como:
a) - Filho de Davi” Ec. 1;1.
b) - Rei sobre Israel  Ec.1;12 em Jerusalém’.
c) - O maior sábio da sua época Ec.1;16-18, ultrapassando a sabedoria de seus contemporâneos ( I Reis 4;31 ) - Etã, ezraíta, e Hemã, e Calcol, e Darda, filhos de Maol;
d) - Seus feitos e obras realizadas Ec. 2;1-9

II) - Conclui-se que só se poderia aplicar ao Rei Salomão tais credencias, além de seus sucessores em Jerusalém reinaram apenas sobre Judá.
III) - Além disso, conforme o congregante escreveu: “Eu mesmo aumentei grandemente em sabedoria, mais do que qualquer outro que veio a estar antes de mim em Jerusalém, e meu próprio coração tem visto muita sabedoria e conhecimento.” (Ec. 1:1, 12, 16)
IV) - Diz também que o congregante em ...  Ec. 12:9 diz-nos que ele “ponderou e fez uma investigação cabal, a fim de pôr em ordem muitos provérbios”. - Por tudo o que foi explanado se ajusta a Salomão.
V) - Como a provar a canonicidade de Eclesiastes? Um exame do próprio livro revelará não só sua harmonia intrínseca, mas também sua harmonia com o resto das Escrituras.

b)    PORÉM - TODAVIA - MÁS   - O livro possui duas vertentes interpretativas, uma em prol outra contraria a autoria de Salomão. - Martinho Lutero, em sua obra Tischreden conhecida como Palestras de sobremesa, colocou em dúvidas a autoria do Eclesiastes.

I) - "A alta crítica", negam que o texto tenha sido escrito por Salomão, no fim do século X a.C.; afirmando que as características lingüisticas, estilo literário, relação histórico-ambiental, apontam para uma autoria de período posterior, sugerindo diversas datas, como o ano 250 a.C. Outros argumentos propostos são que o livro não menciona o nome de Jeová; não faz nenhuma referência à Lei Divina e é omisso ao relacionar o povo de Israel como nação vigente.
II) - Observam que foi escrito com uma linguagem hebraica do século III a.C., próximo do ano 250, segundo a analise muitos de seus textos fazem parte da SEPTUAGINTA, a tradução grega do texto hebraico.
III) - Época em que a Judéia estava nas mãos de estrangeiros e estava sofrendo transformações muito rápidas e violentas; Assim definem que o livro foi provavelmente escrito quando Israel estava sob domínio de estrangeiros, possivelmente os persas (há quem sustente que eram os gregos), entre 444 e 331 a.C.
IV) - A quem aponte o livro apócrifo de Eclesstico, por exemplo, de Jesus Ben Siraque, escrito em cerca de 160 a.C, parece citar a Eclesiastes como se fosse um a obra anterior a sua época.
V) - A Bíblia de Jerusalém sustenta que a atribuição a Salomão não passa de mera ficção literária do autor, a linguagem do livro, e sua doutrina, permitem concluir que foi escrito após o Exílio na Babilônia; - Muitos questionam a unicidade do autor, assim é defendido que foi escrito por duas, três, quatro e até oito mãos distintas.

 Recentemente os críticos conservadores têm se ajuntado aos críticos liberais em considerar esta obra pós-exílica.

- Compreendem estes, que a figura de Salomão é apenas um artifício artístico para apresentar de maneira mais eficaz a mensagem do autor desconhecido, de eras posteriores. Sabendo- se que Salomão tinha experimentado a satisfação de cada ambição humana, tendo sorvido até ao fundo cada possibilidade de prazer terrestre, este seria um caso ideal para testar o valor do prazer hedonista e as vitórias do intelecto, em contraste com um a vida inteiramente dedicada a Deus.
- Entre judeus e cristãos muitos têm questionado o direito de Eclesiastes estar entre os livros do cânon.
- Rabi Shamai, conservador da escola conservadora, era contra a permanência do livro no cânon, segundo ele não deveria ficar por ser blasfemo e ímpio.
- Já Rabi Hillel, era liberal e na sua opinião o livro deveria constar do cânon sagrado.
- No cristianismo, dúvidas sobre a interpretação de Eclesiastes sobrevieram até o tempo de Teodoro de Mopsuéstia (400 d.C.), grande exegeta da escola de Antioquia.

- Em nossa época - as opiniões, são diversas; - Exista quem diga que é uma a obra prima do ceticismo, pessimismo, do epicurismo (filosofia grega: baseada em que sentido da vida e o melhor da vida é o prazer); Para outros, é um livro sagrado pertencente ao cânon.)

ANÁLISE SOBRE O AUTOR E SEU LIVRO   
I)              – O autor era homem maturado pelo tempo; Observador, intelectual, religioso, vivenciado nos dramas do povo e um profundo conhecedor das aflições e dramas da raça humana. - Qohelet apresenta uma reflexão muito irônica e amarga sem muita esperança. Por trás da amargura, o livro nos aponta caminhos. Ele tenta sempre responder a esta pergunta: Tem sentido a vida humana?. - Acima de tudo foi um Ferraz denunciante das injustiças humana; DENUNCIO SOBRE:   
a)     A injustiça da justiça  - Ec.3;16
b)     A opressão da classe rica sobre a classe pobre  -  Ec.4;1
c)      A competição cega e uma concorrência desleal - Ec. 4;4.
d)     A cobiça humana - Ec. 6;7
e)     Aos devaneios do homem -  Ec. 7;25
f)       A desconsideração - Ec. 9;14-15
g)     Aos que enriquecem graças ao trabalho alheio - Ec.5;9-11;
h)     A exploração do poder econômico - Ec. 5;7-8

II)                  - Seu estado psíquico

- Reflexivo
Consultar textos:   Ec. 1;3-9   - Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?  Ec. 3;10  - Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar.
- Pessimista
Consultar textos: Ec. 1;13 - E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar.
Ec. 2;20 - Então eu me volvi e entreguei o meu coração ao desespero no tocante ao trabalho, o qual realizei debaixo do sol.
Ec.4;13 - Melhor é a criança pobre e sábia do que o rei velho e insensato, que não se deixa mais admoestar.
Depressivo
Consultar textos:  Ec. 1;17-18 -  E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras, e vim a saber que também isto era aflição de espírito. - Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor.
Ec. 2;1 -   DISSE eu no meu coração: Ora vem, eu te provarei com alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade.
Ec. 2;23 -  Porque todos os seus dias são dores, e a sua ocupação é aflição; até de noite não descansa o seu coração; também isto é vaidade.

III)                Analise sobre a vida
a)       - Tentou entender a vida – Ec. 1;13-15
b) -  Entendeu que tudo é vaidade – Ec. 1;2-11
c) – Compreendeu que tudo foi vaidade – Ec. 2;11  - E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol.

IV)               Observação dos fatos da vida
a)                               - A sabedoria e a loucura são iguais - Ec. 2;13
b)                               – Melhor é a situação dos já morreram - Ec. 4;2-3
c)                                – Melhor é o dia da morte - Ec. 7;1-2
d)                               - Bom é a alegria e o prazer - Ec. 5;18-20 /  8;15 / 9;7 / 9;9
e)                               – A tristeza é melhor que o riso - Ec. 7;3
f)                                 – O fim do homem é melhor que seu inicio - Ec.7;8
g)                               – Existe gozo no bem - Ec. 7;14
h)                               – Que não existe homem justo - Ec.7;20
i)                                  – Que existe mulher lisonja - Ec. 7;26
j)                                   - Quem guardar o mandamento irá bem - Ec. 8;5
k)                               – Obras confusas entre justos e os ímpios - Ec.8;14
l)                                  – Que o pecado destrói - Ec.91;8

V)                As duvidas, certezas e incertezas da vida
a) Quem me garante - Ec. 3;18-21
b) Quem sabe o que é bom -  Ec. 6;12
c) O homem não sabe o que possa lhe suceder – Ec. 6;7-8
d) O homem não percebe os fatos da vida – Ec. 8;17
e) A vida é igual para todos Ec.9; 1-3
f) O homem não conhece o seu tempo Ec. 9;12
g) O espírito volta a Deus Ec. 12;5-7

VI)              Os conselhos do pregador
a)      Conselhos do ancião  - Ec. 5;1-17
b)     A ira é atitude de tolo - Ec. 7;9
c)      Não se deve ser justo em demasia nem sábio  -  Ec. 7;16
d)     Que tenhamos vestes limpas - Ec. 9;8
e)     Fazer uso da caridade -  Ec. 
f)       Que sejamos trabalhadores – Ec. 11;6
g)     Que prestaremos conta a Deus do nossos caminhos – Ec. 11;9 
h)       Que devemos lembrar de Deus -  Ec. 12;1

VII)             O pregador compreendeu que:
a)     Tudo encontra-se no comando de Deus - Ec.2;24-26
b)      Tudo tem seu tempo determinado Ec.3;1-9
c)       Tudo vem de Deus Ec. 3;11-14
d)      Tudo Deus criou até o torto foi Deus que fez  - Ec. 7-13

VIII)           O pregador conclui que:
a)     Que Deus fez o homem reto - Ec. 3.15
b)     Que os ímpios possuem dias contatos - Ec. 8;13
c)      Que Deus pedi contas – Ec. 3;15
d)     Que Deus julgara ao justo e ao ímpio 3;17
e)     Que o homem deve temer a Deus – Ec. 12;13-14

2) DATA  - Cerca de 971 a 931 a.C. -  ... O tempo da escrita deve ter sido perto do fim do reinado de 40 anos de Salomão, depois de se ter empenhado nos numerosos empreendimentos referidos no livro. Por volta desse tempo, ele já havia adquirido conhecimento extensivo das atividades deste mundo e do empenho deste por vantagens materiais. Nessa época, ele ainda estava no favor de Deus e sob Sua inspiração.
3)      LUGAR DA ESCRITA   - Segundo Ec. 8:10 foi escrito em Jerusalém -  Onde os homens iam e vinham do lugar santo Jerusam, perto da casa de Deus.
4)  LÍNGUA  - A Linguagem da escrita é hebraica.
5) PARA QUEM FOI ESCRITO  - Salomão tinha a responsabilidade de manter o povo coeso em fidelidade à sua dedicação. Ele procurou cumprir essa responsabilidade por meio dos conselhos sábios contidos em Eclesiastes.
6) MENSAGEM CONTEXTUAL  
A.    Contexto Próximo

1)    Ec 7: 23 -2 8 (an tes) -  Salomão se entregou a mais baixa apostasia devido a sua uno com muitas mulheres (700 princesas e 300 concubinas – ver I Reis 11:3), em especial aquelas que Deus tinha claramente proibido. Deus proibira o casamento misto entre seu povo e outros povos estrangeiros (Èx 34.16; Dt 7.3- 4) . E possível que uma boa parte daquelas mulheres fosse penhor de alianças políticas.

- Mas de qualquer forma, elas ganharam uma preeminência tão grande sobre a consciência e as emoções de Salomão, que, no decurso dos anos, sua fé arrefeceu, pervertendo-lhe a consciência, e abalando àquela mesma fé que era fonte de tudo quanto ele era e possuía (2.3- 4 e 3.11-4), instigando à ira divina que não se fez por esperar (11.9- 11). Entre os santrios paos erigidos pelo rei, alguns perduraram ainda por mais de três séculos, até sua destruão por ocaso da reforma feita pelo rei Josias (IIRs. 23.13).

- Durante esses anos de apostasia ele se entregou a toda sorte de empreendimentos em busca da satisfação própria, compreensão do mundo e da vida buscando esperança e felicidade na base do esforço humano, de sua capacidade de raciocínio e forças, mas de modo independente de Deus. Ele viu, então, que tudo era vaidade e correr atrás do vento. Em Eclesiastes nós temos um relatório desse empreendimento durante os anos de apostasia. - Os versos que antecedem ao texto é um preparativo para a sua conclusão fatídica que posteriormente o apóstolo Paulo captou muito bem:desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Rm 7:24.

2)  EC 7:29      (o texto) - Salomão escreve então a sua conclusão em um versículo que justifica a sua conduta errada, reconhecidamente maligna: - Deus fez o homem reto, mas este se meteu em muitas ascias 3 Ec.8:1-9,Em seguida, como que aliviado pela confissão de culpa num relance de volta a Deus, faz diversos conselhos todos eles considerando os mandamentos de Deus que edificam as nossas vidas. O bem e o mal estão juntos. Sabedoria é capacidade de discernir a verdade por trás das aparências. Quem é capaz disso, não se perturba diante dos conflitos v. 1.

B.      Contexto Remoto

1)    Ec. 7:15-22 ( 0 texto) - Após ter feita uma comparação entre a sabedoria e a loucura, Salomão medita na moderação. É a experiência acumulada que nos ensina como viver, é fazendo que aprendemos, a melhor escola é a vida. A morte lembra que a condão humana é limitada e frágil. Tristeza e alegria, realização e frustração se alternam imprevisivelmente na condão limitada da vida humana. Por mais conhecimento que alguém tenha, não consegue abarcar o futuro. A verdadeira sabedoria consiste em aceitar e viver intensamente o presente, aprendendo nele a conhecer e temer a Deus. Só Deus é capaz de unir os contrários. Para aprender a ser íntegro, o homem deve temer a Deus.

2)    Ec. 8:10-17 - Aqui, Salomão, torna-se bem reflexivo e nele se percebe uma fome pela justiça. A prosperidade e impunidade dos injustos é sempre um a tentação para os justos, que acabam perguntando: Por que Deus não faz logo justiça? Vale a pena continuar sendo justo? No mundo de hoje, vale a pena ser bom, justo e honesto? Por que muitas vezes os pobres são tratados como preguiçosos?

C.         Uso do Texto em Outras Partes da Escritura

   Partindo- se da idéia de que o homem foi criado reto e que após o exercício de seu livre-arbítrio escolheu o mal, uma série de conseqüências são advindas a ele, a sua mulher e a todos os homens. - No texto de Gn. 1: 27, vemos que Deus criou o homem à sua imagem e à sua semelhança ...

D.         Relação do Texto Com o Restante das Escrituras

   Não iremos encontrar o texto literalmente citado, mas o encontraremos em toda a bíblia desde a queda do homem, um a vez que este, usando seu livre- arbítrio, optou pelo mal, pelo pecado, pela astúcia de seus atos. Em todo o tempo, veremos a luta do homem com Deus procurando restabelecer seu contato, sua comunhão, mas sem êxito um a vez que a sua escolha (a escolha de Adão, do primeiro Adão) contaminou toda a raça dos seres humanos tornando-os não mais detentores do livre-arbítrio, mas estreitamente malignos.

    A relação mais forte, portanto, se encontra em Jeremias 17:9 quando diz: O coração do homem é extremamente perverso, quem o conhecerá? Também outro versículo que se assemelha está em Lamentações de Jeremias 3:19, quando diz: Do que se queixam os homens, senão de seus pecados? O homem ao escolher o pecado, afastou- se de Deus e pelo conhecimento da lei jamais poderá estabelecer sua comunhão novamente, por isso a necessidade do surgimento de um redentor.

   Essa relação perdura inclusive no Novo Testamento e somente tem seu fim com o surgimento dos filhos de Deus, daqueles que não foram nascidos nem do sangue, nem da vontade de qualquer um, mas de Deus Jo1:19.  - Hoje, os filhos de Deus, cuja natureza aguarda ansiosamente sua manifestação I Cor. 1;7 vivem como comentou o apostólo Paulo no final de Romanos 7 e início do 8: ? De sorte que já não sou quem faz, pois com a lei do meu entendimento, eu sirvo a Deus, mas com a lei do pecado, à carne. Maldito homem que sou, quem me livrará do corpo desta morte. Graças a Deus por Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo....

E.       Importância do Texto Para Compreensão das Escrituras

    É vital a importância deste texto e de sua correta compreensão, pois se o homem, se o seu comportamento fosse explicado pela sua natureza, ou pelo seu intelecto, ou por suas escolhas, este homem teria como se justificar diante de seu criador, mas não. O homem jaz no pecado e está corrompido necessitando de um salvador.

F.       Conclusões do Estudo Contextual
    A conclusão que se chega desse estudo contextual é de que o homem jaz no pecado e necessita de um salvador. Por mais que se esforce, ele não consegue vencer as barreiras espirituais. Embora conheça a Deus, não o segue, antes o rejeita e para se apaziguar cria as suas próprias religiões conforme o seu interesse e coração corrompido. Não ha justo, não há nem um se quer, todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis, não há quem busque a Deus...

7)       PALAVRA CHAVE  -  Ec.12;13 - De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.


8)    SITUAÇÃO :
a)   HISTÓRICA

-  Os hebreus eram um povo de origem semita (os semitas compreendem dois importantes povos: os hebreus e os árabes), que se distinguiram de outros povos da antigüidade por sua crença religiosa. O termo hebreu significa "gente do outro lado do rio”, isto é, do rio Eufrates. Os hebreus eram inicialmente, um pequeno grupo de pastores nômades, organizados em clãs ou tribos, chefiadas por um patriarca. Conduzidos por Abraão, deixaram a cidade de Ur, na Mesopotâmia, e se fixaram na Palestina (Canaã a Terra Prometida), por volta de 2000 a.C.

    A Palestina era uma pequena faixa de terra, que se estendia pelo vale do rio Jordão. Limitava-se ao norte, com a Fenícia, ao sul com as terras de Judá, a leste com o deserto da Arábia e, a oeste com o mar Mediterrâneo.  Governados por patriarcas, os hebreus viveram na palestina durante três séculos. Os principais patriarcas hebreus, foram Abraão (o primeiro patriarca), Isaac, Jacó (também chamado Israel, daí o nome israelita), Moisés e Josué.

   Por volta de 1750 a.C. uma terrível seca atingiu a Palestina. Os hebreus foram obrigados a deixar a região e buscar melhores condições de sobrevivência no Egito. Permaneceram no Egito, cerca de 400 anos, até serem perseguidos e escravizados pelos faraós. Liderados então, pelo patriarca Moisés, os hebreus abandonaram o Egito em 1250 a.C., retornando à Palestina. Essa saída em massa dos hebreus do Egito é conhecida como Êxodo.

   De volta à Palestina, sob a liderança de Josué, os hebreus tiveram de lutar contra o povo cananeu e , posteriormente, contra os filisteus. Josué (sucessor de Moisés), distribuiu as terras conquistadas entre as doze tribos de Israel.   Nesse período os hebreus, passaram a se dedicar à agricultura, a criação de animais e ao comércio, tornavam-se portanto sedentários.

   No período de lutas pela conquista da Palestina, que durou quase dois séculos, os hebreus foram governados pelos juízes. Os juízes eram chefes políticos, militares e religiosos. Embora comandassem os hebreus de forma enérgica, não tinham uma estrutura administrativa permanente. Entre os mais famosos juízes destaca-se Sansão, que ficou conhecido por sua grande força, conforme relata a Bíblia. Outros juízes importantes foram Gedeão e Samuel.

   A seqüência de lutas e problemas sociais criou a necessidade de um comando militar único. Os hebreus adotaram então, a monarquia. O objetivo era centralizar o poder nas mãos de um rei e, assim, ter mais força para enfrentar os povos inimigos, como os filisteus.  O primeiro rei hebreu foi Saul (1010 a.C.) que liderou guerras contra os filisteus, porém morreu sem conseguir vencê-los. Foi sucedido por Davi (1006 a 966 a.C.). e Davi por Salomão, este herdou o reino e sua posse foi recheada de intrigas e inimizades.
     Assim, logo que se viu garantido no poder, Salomão eliminou drasticamente seus inimigos. Mandou matar seu irmão Adonias, também o general Joab e desterrou o sacerdote chefe Abiatar. Criou, segundo o texto bíblico, uma corte imensa e dispendiosa. 1Rs 4,22-23 conta de seus gastos: um absurdo em cereais e carne:  "Salomão recebia diariamente para seu gasto trinta coros de flor de farinha [1 coro = 450 litros] e sessenta de farinha comum, dez bois cevados, vinte bois de pasto, cem carneiros, além de veados, gazelas, antílopes, cucos cevados".

    "Conforme Ne 5,17s, 150 homens eram alimentados por Neemias diariamente com 1 boi e 6 ovelhas, mais algumas aves. Com base nesta notícia, poder-se-ia imaginar que a corte de Salomão se tenha composto de 3.000 a 4.500 pessoas, uma vez que consumia 20 a 30 vezes mais carne que o grupo de Neemias. Se acrescentarmos ao consumo ainda a farinha, o número será bem maior", diz C. A. DREHER.

    Quanto à administração, Salomão introduziu novidades enormes, como, por exemplo, a divisão do norte em 12 províncias, desrespeitando a divisão tribal e nomeando prefeitos estranhos às populações locais. E tem mais: cada província cuidava da manutenção da corte durante um mês (1Rs 4,1-19). Embora não fosse um guerreiro, Salomão sabia fazer se respeitar no armamento e na organização militar. Seu exército era poderoso na época e seus carros de combate temíveis. Estes carros foram uma inovação de Salomão. Davi só usava a infantaria. A população pagava por este exército, fornecendo "a cevada e a palha para os cavalos e os animais de tração, no lugar onde fosse preciso, e cada qual segundo o seu turno", diz 1Rs 4,28.

   Apesar de algumas revoltas nos reinos vassalos e de um possível enfraquecimento de poder, Salomão, conseguiu, em geral, manter o país nos limites estabelecidos por seu pai Davi. Mas sua habilidade revelou-se totalmente foi no comércio e na indústria, sempre segundo o texto bíblico. Construiu uma frota mercante que comerciava até com Ofir (atual Somália) e com todos os portos do Mar Vermelho, enquanto outra parte fazia a rota do Mediterrâneo até a Espanha. Seus navios eram construídos e tripulados pelos fenícios, mestres na arte da navegação. Salomão dominou igualmente o comércio da Arábia, com o controle das caravanas: o comércio de cavalos da Cilícia e do Egito, através de suas agências de compra e venda. Exportava cobre e outros metais...

    Toda esta atividade comercial gerou uma expansão interna muito grande no país: cidades que se fortaleciam, construções de grandes obras públicas por toda a parte, a população que aumentava consideravelmente em número. Porém, se olharmos menos ingenuamente este florescimento todo, veremos sobre quais bases foi construído. Sobre a exploração de uma boa parte da população.    Vejamos. A burocracia estatal requeria um número respeitável de funcionários, altos cargos distribuídos a gente nascida na corte e que se julgava superior a todos os demais.As obras públicas requeriam dinheiro para sua concretização. - O exército, recrutado entre o povo, não mais respeitando as tribos, precisava de muito dinheiro para funcionar com eficiência e assim por diante.

   Resultado: Salomão colocou pesados impostos sobre a população israelita, forçou seus vassalos estrangeiros e a população cananéia à corvéia (trabalho grátis para o Estado) e usou o trabalho escravo em grande escala nas suas minas e fundições no sul do país (1Rs 9,20-22). Usou também, embora haja notícias controvertidas na obra deuteronomista, a mão-de-obra grátis em Israel (segundo 1Rs 9,22 os israelitas não foram submetidos à corvéia, mas segundo 1Rs 5,27;11,28 também os israelitas foram submetidos ao trabalho forçado para o Estado). - O Estado classista estava em pleno funcionamento. Com o correr do tempo, as diferenças de classe e as contradições internas foram se aprofundando até levar à divisão do território.

    A construção do Templo em Jerusalém, serviu como santuário nacional e como capela real, transferia para o Estado todo o poder religioso.

 - Existe uma observação de C. A. DREHER,  que fala sobre os motivos porque Salomão construiu o Templo, segundo ele: "Que fazer, num tempo de paz, para continuar a garantir o direito ao tributo? Pode-se recorrer às armas e impor um governo através da força policial. Mas isso tem lá seus riscos na época de uma monarquia incipiente (...) Um motivo religioso lhe será bem mais útil. A construção do templo, a casa de Javé, cuja arca já se encontra em Jerusalém, lhe dará cobertura ideológica para garantir seu Estado e seu direito ao tributo
b)     GEOGRAFICA
    Há mais de 5000 anos, depois de um período de seca assolou a Península Arábica, os cananeus, tribos dos árabes semitas, vieram se estabelecer nos territórios a leste do Mar Mediterrâneo que formam, hoje, a Síria, o Líbano, a Jordânia e a Palestina.
    Os Jebusitas, um subgrupo cananeu, fundaram Jebus - Jerusalém- no lugar onde ele está localizada hoje e edificaram o primeiro muro ao seu redor, dotado de 30 torres e sete portões. Aproximadamente 2000 anos mais tarde, os filisteus, vindos de Creta, chegaram na terra de Canaã. Misturaram-se com as tribos cananéias e viveram na área sudoeste da moderna Palestina, sobre a costa do Mar Mediterrâneo na área que agora se estende na Faixa de Gaza até Ashdod e Ashkelon. Os cananeus deram aos territórios que eles habitaram o nome bíblico de "A Terra de Canaã", enquanto os filisteus deram-lhe o nome de Filistina ou 'Palestina'.
   Em 1000 a.C., o rei dos israelitas, Davi, pôde subjugar os pequenos estados de Edom, Moab e Amon. Durante sete anos ele fez de Hebron sua capital, mas, depois transferiu o centro do poder para Jerusalém pelos últimos 35 anos de seu reinado. Depois dele, poder passou para o seu filho Salomão, que é famosos por ter erguido o lugar de adoração conhecido como o Templo de Salomão. Para os judeus, esse templo tornou-se o centro da vida religiosa e o símbolo básico de sua unidade. Tornou-se ainda um ponto de peregrinação emocional para o povo judeu.
9)      Situação:
a)     Cultural - Da cultura criada pelos hebreus, a religião, é sem dúvida o legado mais importante. A escrita e literatura, entre os hebreus, povo de língua semita, surgiu muito cedo através de uma escrita própria. A arqueologia revelou a existência da escrita a partir de meados do segundo milênios a. C., (época do Êxodo). Aos poucos, porém eles foram substituindo, em sua escrita a sua língua original pelo aramaico, que era a língua comercial e diplomática do Oriente, próximo na antiguidade. O alfabeto hebraico atual é uma variedade do aramaico, que juntamente com a língua aramaica tornou-se muito difundido, suplantando os outros alfabetos e línguas semitas. Nas artes o monoteísmo hebraico influenciou todas as realizações culturais dos hebreus. Deve-se destacar a arquitetura, especialmente a construção de Templos, muralhas e fortificações. A maior realização arquitetônica foi o Templo de Jerusalém. Nas ciências, não apresentaram progresso notável. A importância cultural da sociedade hebraica residiu principalmente na esfera religiosa e moral (na lei Mosaica), sua área de influência atingiu o Ocidente e grande parte do oriente.
b)                      Política – O governo era monárquico.  O primeiro rei hebreu foi Saul (1010 a.C.) que liderou guerras contra os filisteus, porém morreu sem conseguir vencê-los. Foi sucedido por Davi (1006 a 966 a.C.), que conseguiu derrotar os filisteus e estabeleceu domínio sobre a Palestina, fundando o Estado Hebreu, cuja a capital passou a ser Jerusalém. E iniciou uma fase marcada pelo expansionismo militar e pela prosperidade.
   Em seguida, Salomão ( 966 a 926 a.C.); sábio e pacífico famoso pelo poder e riqueza. Filho de Davi desenvolveu o comércio, aumentando a influência do reinado sem recorrer a guerra. No entanto a fartura e a riqueza que marcaram o seu reinado exigiam o constante aumento de impostos, que empobreciam mais e mais o trabalhador, criando um clima de insatisfação no povo hebreu.
  Após a morte de Salomão, houve a divisão política e religiosa das tribos e o fim da monarquia unificada. Os hebreus dividiram-se em Dez tribos do norte e formaram o Reino de Israel, liderados por Jerobaão. Após disputas internas, chegaram a um acordo em 878 a.C., com a escolha  de Omri para rei. Apesar de a veneração a Iavé persistir, foi introduzido o culto a vários deuses.  Duas tribos do sul e formaram o Reino Judá, liderados por Reoboão, filho de Salomão (924 a.C.).
c)        Religião - Os hebreus foram um dos primeiros povos a cultuar um único deus, isto é, eram monoteístas. No judaísmo, religião professada pelos hebreus, o único deus é Javé, cuja imagem não pode ser representada em pinturas ou estátuas. O judaísmo é baseado nos Dez Mandamentos revelados a Moisés no monte Sinai. Os dois traços característicos da religião dos hebreus são o monoteísmo e o salvacionismo isto é a crença na vinda de um Messias ou Salvador para libertar o povo hebreu.

10)            Avaliação 
 - O Considero um livro atual nas questões humana

11)     Considerações finais 

-  O autor vê três valores importantes que não vale a pena questionar: a vida humana com suas limitações (5,17;7,29); o oprimido e o pobre, fruto do sistema injusto (5,7; 9,14); a ação de Deus que não pode ser mudada (3,14-15; 7,23).
- Diante destes três valores relativou tudo. 
- A proposta básica de Qoélet é a felicidade para todos debaixo do temor do Senhor, assim o autor escreveu para o povo de sua nação a nação dos Hebreus.






Referências
1.         Pearlman, Myer. Através da Bíblia: Livro por Livro (em português). 23 ed. São Paulo: Editora Vida, 2006. 439 p. ISBN 9788573671346
2.         Echegary, J. González et ali. A Bíblia e seu contexto (em português). 2 ed. São Paulo: Edições Ave Maria, 2000. 1133 p. 2 vol. ISBN 9788527603478
3.         Bíblia de Jerusalém, Nova Edição Revista e Ampliada, Ed. de 2002, 3ª Impressão (2004), Ed. Paulus, São Paulo, p 1.070
4.         Bíblia de Jerusalém, cit., pp 1.070-1.071