ESCOLA DE MÚSICA - ELLAM

CRISTO É UMA QUESTÃO DE OPÇÃO

CRONOLOGIA BÍBLICA

CRONOLOGIA BÍBLICA

segunda-feira, 2 de abril de 2012

TEOLOGIA & RELIGIÃO: A ERA SOMBRIA

TEOLOGIA & RELIGIÃO: A ERA SOMBRIA:                                                               APRESENTAÇÃO      Este trabalho tem como finalidade discorrer sobre...

A ERA SOMBRIA


                                  
                         APRESENTAÇÃO
     Este trabalho tem como finalidade discorrer sobre umas das etapas da igreja, a chamada “era sombria”. Apesar do titulo nada atrativo o termo sombrio não nos remonta para um quadro pintado com pinceladas rústicas tendo uma conotação de terror.

    A expressão do título “sombria” advêm da ausência quase e que total de informações deste período da igreja, que abrange os anos 68 a 100 ou precisamente 118 d.C. Como já foi dito este períodos da igreja dele pouco sabemos, devido a ausência de material escrito pelos discípulos imediatos dos apóstolos.

    Todavia quando observarmos pela fresta da janela podemos observar alguns fatos que compõe a história humana deste período, estes elementos informativos de são de muito valor.  São fatos que nos capacita em construir uma analise ajustada, também nos direcionando para uma elaboração correta e aproxima da historia deste período.

    Com a obtenção e a organização de fatos históricos somos capacitados a elaborar e construir; Estes fatos nos possibilitam a forma em obter uma visão mais precisa do quadro. Aproximando-nos mesmo que não de forma total e conclusivamente, mas nos oferecendo uma visão panorâmica dos fatos, ampliando e facilitando o nosso conhecimento.   

                                COMENTÁRIO
        Faço um relato a partir do ano 68 a 118 d.C., deixando de lado todas as informações antecessoras da historia da igreja, que através dos registros históricos tem seu ponto de partida a partir dos anos 30 d.C. precisamente, finalizando no ano 68 d.C. data onde o silencio dos registros nos deixa as escuras; Todavia podemos encontrar dentro deste período da historia (68 /118 d.C.), alguns pingos escassos que revelam um pouco da vida daqueles, que contribuíram dando continuidade a obra, e a preservação do evangelho.

        Afim de facilitar e enriquecer o conhecimento este período ou era sombria, determinei em descrever os históricos elementos básicos que compõe a esta historia que são: os judeus, o império romano e por fim a igreja; Há este os chamo de paralelo I II III, obtendo um pouco da historia de cada paralelo; O ponto de convergência dos três paralelos é  o desenvolvimento da igreja e seus fatos; Como já disse vinculo  um pouco da historia dos Judeus e Romanos, mostro um pouco do período de obscuridade informativa da igreja e em paralelo a isto a historia, cultura e a civilização da época, precisamente do império poder reinante da época e seu conquista .

     Assim procuro descrever em um rápido comentário, alguns fatos afim de que possamos construir e ter uma idéia aproximada dos acontecimentos da época, fatos e acontecimentos paralelos que são de suma importância, que contribuíram em muito e exerceram fortes definições na compreensão do tempo da historia. Assim estará dispostos no final deste trabalho os assuntos descritos como paralelo “I” A historia dos Judeus, o paralelo “II” Os imperadores Romanos da época e o paralelo “III” A história da igreja. Analise as questões e as situações para que possa formar uma opinião concreta e precisa.

                                                                                    Smodger Silva

 
                             INTRODUÇÃO
 
    É no final do governo do imperador romano Nero, morto em 9 de junho de 68 d.C., através de  golpe de estado de vários governadores, o qual, aparentemente Nero, foi forçado a suicidar-se, que dar-se o início a chamada “Era Sombria” da igreja, ano em que Paulo e Pedro são martirizados.

    O imperador agora é Vespeciano o mesmo que fora reconquistar Jerusalém a mando de Nero, o clima não é vantajoso para judeus, nem para igreja, é um período difícil e conturbado, é o período do silencio da parte daqueles que tinham o dever para não dizer a obrigação de dar continuidade a historia da igreja, a omissão destes só Deus sabe a razão, prefiro ouvir a voz da palavra que diz, "Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; (Eclesiastes 3 : 17 parte b)  Porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra." 

Entremos na “Era Sombria”.    
  A ERA SOMBRIA
 
1º)  ... A ÚLTIMA GERAÇÃO

 ·        Os anos 68 a 100 d.C. é conhecido como a era Sombria da Igreja.
·        Acontece perseguição a igreja.
·        É o período da historia dos apóstolos que pouco se conhece.
·        Os auxiliares de Paulo, Timóteo, Tito e Apolo nada registraram.    
 
       O primeira perserguição romana a igreja acontece  com o Imperador Nero, nela a vida de Paulo e Pedro é ceifada, (conta a historia que Paulo foi decapitado em 68 em Roma, Pedro foi crucificado de cabeça para baixo a pedido em 67 em Roma) narra a historia que milhares de cristão foram martirizados, alguns foram vestidos com peles de animais ferozes, e consequencia foram perseguidos pelos cães até serem mortos, outros foram cru­cificados;outros foram envolvidos em panos alcatroados, e de­pois incendiados ao pôr do sol, para que pudessem servir de luzes para iluminar a cidade durante a noite, morre Nero (vê este assunto melhor no paralelo II) . Essa é a primeira perserguição, e não estendeu-se através do Imperio Romano.  É chegado os anos 80 e 90 d.C. é através do Imperador Domiciano que acontece a segunda perseguição, e encontramos a chamada "Era Sombria" da igreja.

2°) ... PERÍODO DE AUSÊNCIA DE INFORMAÇÃO

     Durante um período de 50 anos a igreja passou por um processo de total e completa ausência de informações, nada foi produzido pelos lideres e sucessores imediatos de Paulo: Timóteo, Tito e Apolo, estes silenciaram. Neste período que vai de 98-117 d.C. reina o Imperador Marco Úlpio Nerva Trajano, ”Trajano” é considerado pelos romanos da época e por muitos historiadores como o maior dos imperadores romanos.  (Teólogos, como Tomás Aquino, diziam que Trajano era um exemplo de um pagão virtuoso). Infelizmente para igreja nada temos para ser usado como “registro oficial”, ou que possa descrever os atos dos “discípulos” dos apóstolos, também que descreva o desenvolvimento da igreja, seguindo o que está escrito, é dito que somente nos anos 120 d.C. que surgem os primeiros relatos e escritos do cristianismo? (existiu alguns registros com certeza e os veremos lá na frente); Agora encontramos uma igreja diferente daquela deixada pelos apóstolos, isto é real e a igreja é outra em muitos quadrantes.

 3°) ... MUDA O RELACIONAMENTO ENTRE JUDEUS E CRISTÃOS 

·  com a queda da cidade de Jerusalém, houve uma transformação no relacionamento entre cristãos e Judeus.
·        Segundo a interpretação profética dos judeus eles eram a nação a ser destinada a ser senhores do mundo; Forçados pelo poderio romano se submetiam ao Império.
·        Entre todas as províncias conquistadas por Roma a Judéia era única que não se submetera por completo ao império. 

4º) ...  A REBELDIA DA PROVÍNCIA JUDAICA

   A literatura apocalíptica os profetas falsos e verdadeiros, livros apocalípticos, oráculos sibilinos e o texto bíblico reconhecido como sagrado segundo Vicente Dobroruka, serviram como combustível para a revolta Judaica, é bem sabido que os Judeus não tinham muita estima pelos romanos e em seu espírito independente e altruísta viviam na expectativa da vinda do libertador o messias.

  A teologia judaica no período nutria a esperança de independência política em alguma época futura indefinida, e não considerava obrigatória qualquer ação concreta para alcançar tal liberdade. Nesse sentido os judeus eram semelhantes a outras civilizações antigas, que pretendiam que seus deuses nacionais as defende-se de outros povos.

    Nessa conjuntura eles não aceitavam o domínio de Roma, a crise de indignação e revolta começou em 66 d.C. quando após muitas arbitrariedades cometidas, o procurador da Judéia Floro requisitou dezessete talentos do tesouro do Templo de Jerusalém, rompe-se o levante e uma revolta geral acontece na Judéia, a revolta começa com os Zelotes acompanhada do sumo sacerdote, logo estende-se por toda Judéia.

   A mando do imperador Nero o general Vespesiano é enviado a Judéia, leva seu filho Tito, após muitas lutas pelas cercanias da Judéia, faz cerco a Jerusalém, é quando  Vespesiano  é chamado a Roma por ocorrência da morte de Nero, assume o posto de Imperador e deixa a conquista de Jerusalém com o general Tito, no ano 70 d.C. Tito invade Jerusalém, termina assim XII séculos de existência Israel. A nação renasce em 15 de maio de 1948.
    
5º) ... OS CRISTÃOS FOGEM DE JERUSALÉM

    É provável que a fuga dos cristãos tenha acontecido na primeira investida de Roma para recuperar Jerusalém com Cestius Gallus e não com Tito, Cestius emissário da Síria recebeu o comando da Judéia após a revolta Judéia, no outono de 66 d.C. ao seu comando 20 mil soldados partiram parar reconquistar Jerusalém, ao chegar cercou Jerusalém por seis meses, mas fracassou, deixando para trás seis mil soldados romanos mortos e grande quantidade de armamentos que os defensores judeus recolheram e usaram; É dito por Flavio Josefo que os cristãos recusam a pegar em armas contra os romanos, conta-se que os cristão lembrando-se do aviso de Jesus (Mt 24:15-20), aproveitaram a oportunidade e fugirem de Jerusalém, encontrando refúgio em Pela, na Pereia na Transjordânia, vale do rio Jordão.

6º) ... ROMPE-SE O RELACIONAMENTO COM O JUDAISMO

      Atens da revolta judia, a igreja era considerada pelo governo romano e pelo povo, em geral, como um ramo da religião judaica, vindo a queda da cidade de Jerusalém, rompe-se o relacionamento entre cristãos e Judeus, (com o templo destruídos perdeu-se a referencia por parte da nação), com a queda do judaísmo os cristãos não podiam mais confiar na proteção que do império. Deste momento em diante especificamente em Roma os cristãos não tinham como nem onde se esconder da perseguição do Imperador (Domicianino).  
 
     Neste período um grupo de judeus-cristãos, chamado ebionitas, continuaram a existir até o II século d.C.; Havia entre os grupos de cristão gentios e os ebionitas, questões como a guarda do sábado da circuncisão. 

  Enfatizavam a unidade de Deus e de Sua criação.
 Criam que a lei judaica era a maior expressão de Sua vontade e que continuava válida para o homem. Para eles, Jesus era um homem que se tornou o Messias em virtude de ter cumprido fiel e completamente a lei más não era Deus.
 
   Aceitavam o Velho Testamento, e rejeitava o Novo, que substituía por outro, chamado o Evangelho dos Ebionitas”.
  Seguiam, então, os ensinos do Evangelho de Mateus, mas rejeitavam os escritos de Paulo.
  Alguns dos membros mais equilibrados da seita criam que a lei tinha autoridade apenas para os cristãos judeus; outros achavam que tanto gentios como cristãos judeus estavam sob o domínio da lei de Moisés e que não havia salvação fora da circuncisão e da lei de Moisés.
  Na segunda destruição de Jerusalém pelos romanos, em 135 d.C. eles perderam a sua influência, mas sua existência e suas crenças mostraram que a Igreja teve que lutar desde cedo pelo princípio de que somente a fé em Cristo justifica o indivíduo diante de Deus.”

7º) ...PERÍODO DA II PERSERQUIÇÃO

      Com o cruel imperador Domiciano 90 d.C. dar-se início a segunda perseguição da igreja, neste período milhares de cristãos foram sacrificados em Roma, a perseguição não se deu além do território da Itália. O mártir famoso dessa época foi o apostolo João, que ainda encontrava-se vivo, sendo ele o último dos apóstolos ainda estar de pé, preso na ilha de Patmos, lá recebe a revelação do livro de apocalipse.

   Muito embora alguns eruditos, afir­mam que o apocalipse de João fora escrito mais cedo, provavelmente no ano 69, pouco depois da morte de Nero.

8º ... PRODUÇÃO DE ALGUNS ESCRITOS

    É neste período que foram escritos alguns livros do novo testamento, Hebreus a II epistola de Pedro, Será...?; Se apoiarmos essa data deveremos eliminar Paulo e Pedro como autores dessas obras, acha visto ambos estarem mortos, ou então deveremos colocar a sua data no ano da morte de ambos no governo ainda de Nero 68 d.C.; Prossigamos a epistola de Judas escrita em 69 d.C. um ano após a morte de Pedro e Paulo, o evangelho de João e o Apocalipse, obras que só foram canonizadas anos mais tarde.

   O autor dos Hebreus conhecia Timóteo (13:23) e possuía sólido entendimento do Velho Testamento. Muitos estudantes da Bíblia acreditam que foi Paulo quem escreveu Hebreus, mas outros tantos argumentam que esse autor não era um dos apóstolos (veja 2:3), e dedicam a autoria dessa obra a Barnabé. O que podemos concluir com certeza absoluta é que o autor era inspirado.

9º ... PASSADA TRÊS GERAÇÕES

    70 anos após a ascensão de Jesus havia famílias que já a três gerações seguiam Jesus.

10º ... A EXPANSÃO DO CRISTIANISMO

    O cristianismo que fora considerado uma seita torna-se uma religião aceita, de perseguido agora é abraçado, considerado como uma religião de pessoas iletradas, de pobres e escravos, agora é cortejado por muitos intelectuais, é aceito por um maior numero de soldados romanos, e passa a ser bem visto pelos comandantes de maior patente; O mundo dominado pela escuridão do paganismo agora começa a receber a luz do cristianismo, passa a ser praticado e aceito entre as classes sociais mais abastardas, espalhando-se por todos os continentes e cidades do mundo, inclusive é dito por alguns que o cristianismo alcançou a Espanha e Inglaterra, no Ocidente; Esse é o cristianismo do inicio do II século.

11º ... A DOUTRINA APOSTOLICA

    A doutrina apostólica é observada, principalmente as cartas de Paulo aos Romanos, de João e Pedro, são usadas entre as igrejas e tidas como uma regra a ser seguida. Nesse período também surgem mentes com concepções distorcidas do evangelho puras heresias contraria as verdades pregadas pelos apóstolos, portanto surgia neste período muitas seitas, que só vieram a aflorar tempos mais tarde.

12º ... O BATISMO E O DIA DO SENHOR

     O batismo era o rito de inicialização na igreja, até então este rito obedecia a tradição e era realizado por imersão, chegado o II século ano 120 d.C. observa-se que é feito por alguns por aspersão.

    No Império Romano surgiram os catecúmenos (em grego, ensinamento oral), que recebiam o conhecimento cristão transmitido oralmente de geração em geração. Haviam exigências para que um gentio pudesse ser batizado, como o jejum e a oração. O catecumenato só era aberto àqueles que não tinham profissões incompatíveis com a nova fé, como os comandantes militares, prostitutas e adivinhos. Haviam manuscritos para o ensinamento de catecúmenos, que se baseavam em perguntas sobre a e orações. Era comum que o batismo fosse retardado. Essa prática tinha por base, possivelmente, os ensinamentos de Paulo (Romanos 6:3). Acreditava-se que a falta após o batismo não era perdoada, o que fazia com que todos preferissem se batizar já no fim da vida, visando se redimir dos pecados.
    
    O dia do Senhor tradicionalmente era um dia separado, (apesar de não o ser de forma estrita, como um dia absolutamente separado) e este era observado aos sábados pelos Judeus, estes ainda eram a maioria dentro da igreja, a medida que eles deixaram de ser maioria o sábado começou entrar em desuso, é justamente na  virada do século I que o dia do Senhor comemorado no sábado, começa a ser definitivamente alterado para dia de domingo, “o dia da ressurreição do Senhor” verifica-se que é observado pela maioria das igrejas, também é bom  frisar-se que essa transição foi  lenta e progressiva, a forte razão para essa mudança é em concordância ao dia da ressurreição de Jesus, assim como já falei o dia do Senhor passa ser comemorado aos Domingos, todavia ainda não era uma celebração universal.

O dia do Senhor nos dias de Paulo ja havia igrejas que se reuniam no primeiro dia (domingo) da semana, e é visto no livro do Apocalipse que esse dia já é chamado como "o dia do Senhor". Assim o dia de domingo que era  que  era o dia do aniversário da ressurreição de Cristo terminou sendo sancionado e aumentava dia a dia. (Essa mudança não aconteceu sem que houvesse atritos e separação, principalmente entre a comuniodade cristã-judaica, tempo mais tarde os judeus foram suplantados) 
13° ...  A CEIA

     A ceia era uma observância universal entre os cristãos, era habito da igreja primitiva celebrar a ceia nos lares assim como a páscoa da qual se originou a ceia do Senhor, porem com a chegada das igrejas gentílicas a ceia do Senhor nos lares é extintas, com a mudança as reuniões passam a ser praticada nos locais de encontro dos cristãos, não em reunião publica (talvez por motivo da perseguição), nas reuniões cada participante levava sua a própria provisão, o encontro que era  tido como um “mistério” banalizou-se de tal maneira a ponto que comia-se e bebia-se de maneira desregrada e sem a devida veneração e devoção, houve então a necessidade da intervenção imediata do apostolo Paulo precisamente a igreja de Coríntios, este corrigi os excessos e a falta de reverencia.
    
14º... O ÚLTIMO APÓSTOLO 

     O ultimo dos apóstolos é João, ao morrer o imperador Domiciano João é solto e vai morar em Eféso, local onde viera falecer segundo alguns no ano 100 d.C.,outros colocam uma data posterior; Não consta que tenha deixado 
 
sucessor, más é certo que  teve como discípulo Inácio de Antioquia. Neste período observa-se a existência de apóstolos que parece ser os evangelista existentes entre as igrejas da época, a estes era dito que não os hospedassem por mais de três dias.

15º ... O CORPO MINISTERIAL DA IGREJA

    Em Atos e nas ultimas epistolas, titulo como: ancião (presbítero), bispo é mencionado como se fosse de uso para uma mesma pessoa. Chega o fim do I século sentiram a necessidade de elevaram os bispos (ancião) acima dos demais, nasce um pouco depois o corpo eclesiástico. Os diáconos são observados na ultima epistola de Paulo, como funcionários da igreja. Existem referencias bíblicas em Romanos I Timóteo, que cogita que mulheres foram admitidas na função diaconal.

16º ... A LITURGIA DOS CULTOS

    As reuniões nas assembléias cristãs seguiam a ordem das sinagogas, era lido o Velho Testamento, partes das cartas de Paulo principalmente aos Romanos, os salmos, e cantava-se hinos cristãos; As orações realizadas eram livres e espontâneas, diferentemente das sinagogas, era dado o uso da palavra aos chegados visitantes.  E ao final das reuniãos era participada a ceia do Senhor.     

17º ... CONCLUSÃO
     
    Dizer que nada foi escrito sobre a igreja neste período é muita pretensão deste concluinte, agora é evidente que com o encerramento abrupto do livro de Atos não encontramos mais nenhuma descrição da evolução da igreja; Más, temos a descrição de alguém que tudo vê; É no livro do apocalipse de João que o retrato da igreja deste período é revelado e exposto minuciosamente, quero deixar bem claro que...! Se os homens não escreveram nada de substancial sabe-se lá porque, Deus instruiu e revelou João, um relato magistral das sete igrejas da Ásia, a mensagem revela a qualidade moral e espiritual da igreja, é visto que a moral era positiva porem a espiritualidade destas igrejas estava abaixo e a míngua, da igreja apostólica. Todavia e com certeza podemos afirmar que apesar dos ferimentos espirituais da igreja deste período elas eram prosperas, vivas e ativas, em todos os recantos do Império Romano.
                         
 PARALELO 1

A HISTÓRIA DOS JUDEUS

        OS MOTIVOS E CAUSAS QUE LEVARAM A REVOLTA NA JUDEIA 

     Na área social - Diz o sociólogo Douglas E. Oakman, em um estudo sobre as condições de vida dos camponeses palestinos no século I, precisamente na época de Jesus, a violência que a população sofria era brutal; as moradias eram precárias, não havia condições sanitárias adequadas, não existia assistência médica, a condição de alimentação era péssima, a taxa de mortalidade infantil era alta, as chances de se chegar aos 60 anos era de 3% da população. As Fraudes era uma peste que corria a moral, os roubos eram constantes e o trabalho forçado era de uso habitual, o endividamento da população atrelava-se a perda da propriedade e da terra através da manipulação das dívidas que atingiam a muitos, gerando muitos escravos. Existia uma verdadeira violência epidêmica na Palestina; Como agravante percebe-se a vida abastarda da classe sacerdotal e outros, ante a pobreza e miséria de quase a totalidade da população.

    Na área política - Quando Vitélio Cumano (48-52 d.C.) é procurador, acontece violenta revolta dos judeus durante a festa da Páscoa, por causa de um ultraje cometido por um soldado romano. Cumano reprime o tumulto e vinte mil judeus perdem a vida.  No tempo de seu sucessor Antônio Félix (52-60 d.C.) a tensão aumenta perigosamente. É no seu tempo que surge o grupo dos sicários, assim chamados por usarem em suas ações uma adaga curva e curta chamada “sica”. Sua tática é provocar tumultos e desestabilizar o governo através de assassinatos inesperados de personagens importantes. Escondem a sica sob as vestes e misturados na multidão eliminam não só romanos, mas também quem colabora com a ocupação estrangeira. Um dos assassinados neste tempo pelos sicários é o sumo sacerdote Jônatas.

   Na área religiosa - A crescente revolta judaica contra a ocupação romana é, com freqüência, atribuída ao sempre vivo espírito nacionalista judaico e à sua imorredoura fé na libertação messiânica, a contida e vivida na mensagem apocalíptica judaica; Grupos conservadores tentam despertar no povo os sentimentos messiânicos, proclamando-se profetas e fazendo promessas utópicas. Tais grupos são duramente reprimidos pelos romanos através de grandes matanças. Félix manda crucificar inúmeros zelotas durante o seu mandato. 

  Outro procurador terrivelmente corrupto e repressor é Lucéio Albino (62-64 d.C.). Seu sucessor Géssio Floro (64-66 d.C.) consegue então jogar a gota d’água para que o ódio acumulado pelos judeus derrame-se, após muitas arbitrariedades cometidas, o procurador da Judeia Floro requisitou dezessete talentos do tesouro do Templo de Jerusalém, rompe-se o levante e uma revolta geral acontece na Judéia, a revolta começa com os Zelotes acompanhada do sumo sacerdote, logo estende-se em mais duas facções e toda Judéia fica inflamada. 

DO CALDEIRÃO FERVENTE PARA UMA EBULIÇÃO INCONTROLÁVEL A EXPLOSÃO DA REVOLTA

     Na eclosão da revolta na primavera de 66 d.C., muito sangue foi derramado em Jerusalém. Os judeus começaram a massacrar os gentios e estes passaram também a massacrar os judeus, até que toda a semelhança de ordem e governo desapareceu. Cestius Gallus, o emissário da Síria tomou o comando da Judéia e no outono de 66 d.C. marcha contra Jerusalém. Saiu da Síria com 20 mil soldados, cercou Jerusalém por seis meses, a certa altura atingiu a muralha norte do templo, foi repelido e, por alguma razão desconhecida, retirou-se, deixando para trás seis mil soldados romanos mortos e grande quantidade de armamentos que os defensores judeus recolheram e usaram.
    Os cristãos, lembrando-se do aviso de Jesus (Mt 24:15-20), aproveitaram a oportunidade para saírem de Jerusalém, encontrando refúgio em Pela, na Pereia.

    Em 67 d.C., O imperador Nero envia Tito Flávio Vespasiano (pai de Tito) para sufocar a rebelião, este conflito ficou conhecido como a Primeira Guerra Judaico-Romana (6770 d.C.), para este conflito Vespasiano leva seu filho Tito; Ao chegar na Judéia vai eliminando os revoltosos de forma sistemática, na Galiléia, depois na Transjordânia e por fim na Idu-méia.  Eliminados os pontos de resistência fora de Jerusalém, Vespesiano parte para o seu triunfo maior a conquista da cidade de Jerusalém, ao cercar Jerusalém recebe a noticia da morte de Nero, assim é obrigado a voltar imediatamente para Roma para assumir o cargo de Imperador, deixa no comando da legião o General Tito seu filho, seu objetivo era tomar Jerusalém.

    Pouco antes da Páscoa de 70, Tito cerca Jerusalém e ocupa o setor norte da cidade, abre um fosso ao seu redor para que ninguém escape, como os muros do Templo não cedem, Tito o incendeia, toda a construção é consumida pelas chamas afinal cai Jerusalém, é agosto; E em julho de 70 é tomada a fortaleza Antônia, um dos redutos rebeldes, a cidade encontra-se repleta de peregrinos, a cidade suportava 30 mil habitantes fixos, porem nesta época ultrapassava os 180 mil habitantes. Na falta de um comando central, e de unidade entre os revoltosos, criou-se entre os grupos divergências e constantes atritos.

   Na Galiléia o comando estava a cargo de Joseph Ben Mattatia, mais tarde conhecido pelo nome de Flávio Josefo. Devido ao avanço dos romanos, os defensores se retiraram para a fortaleza de Iodfat, que foi conquistada depois de dois meses. Flávio Josefo conseguiu se salvar e se aliou aos romanos, (N.T.: tornando-se o maior historiador da época).

     Assim foi que João de Gischala, na Galileia, que era o líder dos zelotes, vindo a se estabelecer na zona baixa do templo; Simão bar Giora, o líder dos saqueadores, ocupou a zona superior da cidade; e Eleazer, filho de Simão o sumo sacerdote, tomou conta da parte superior do templo.

     Quando Tito deu início ao cerco de Jerusalém, em Abril de 79 d.C, os três líderes e os seus seguidores encontravam-se envolvidos em batalhas sangrentas uns contra os outros. Foram lutas implacáveis que duraram todos os cinco meses do cerco romano, secção após outras foi capturada e a fome imperava dentro da cidade. Mais de 100.000 judeus morreram na cidade entre o início de Maio e o final de Julho. Nessa altura, o castelo de Antónia foi tomado e os sacrifícios do templo terminaram; Em Agosto, de acordo com o relato de Josefo, o templo foi conquistado e queimado; O monte a sudoeste de Jerusalém, chamado “A Cidade Superior”, caiu nas mãos dos romanos em Setembro.

    A cidade é saqueada e os habitantes assassinados, vendidos ou condenados a trabalhos públicos e escravos. Josefo declara que milhares de judeus perderam a vida durante o cerco de Jerusalém e que outros 97.000 foram feitos prisioneiros, Segundo relato de Josefo Jerusalém foi arrasada para que o mundo visse que até as mais fortes muralhas não podiam suster o exército romano, três torres do palácio de Herodes e parte da muralha ocidental permaneceram de pé como monumentos da anterior glória de Jerusalém e a fim de servirem como posto militar para a guarnição romana. Os chefes rebeldes, João de Gíscala, zelota, e Simão Bargiora, sicário, são aprisionados e levados triunfalmente para Roma.
 
   Ficou ainda de pé três fortificações rebeldes: Heródion, Massada e Maqueronte, defendidas pelos sicários e zelotas. Heródion e Maqueronte caem logo, mas Massada resiste um ano de cerco. Quando finalmente é tomada, os rebeldes incendeiam-na e se suicidam em massa para não caírem em mãos romanas, acaba-se a revolta da Judéia em 70 d.C. nas mãos do general Tito filho de Vespesiano. Depois da destruição do Segundo Templo, símbolo da independência da nação, as instituições políticas, econômicas e espirituais da comunidade judaica continuaram a existir.

  O último bastião da resistência foi a fortaleza de Massada, onde mil soldados com suas famílias, sob a liderança do zelote Eleazar, sobreviveram por três anos, até que em 73 d.C. foi tomada pelos romanos. Os judeus preferiram o suícidio a caírem prisioneiros.

    O Sinédrio transferiu-se de Jerusalém para Yavne e sua autoridade foi reconhecida pelos romanos. Yavne torna-se, então, o ponto de atração de todos os judeus da Diáspora, dispersos pela Mesopotâmia, Cirenaica, pelo Egito, Chipre e Ásia Menor até quando, sob o imperador Trajano, (98-117d.C), muitas comunidades do Levante (países do Mediterrâneo oriental) e da África, que se sublevaram ao mesmo tempo, foram ferozmente destruídas. Sob a dominação grega e romana foram feitas tentativas de impor aos judeus outras religiões e costumes, como o culto a César (N.T.: imperador de Roma).

   Nesse esforço para helenizar o país, os ocupantes – durante o reinado de Adriano (117-138) (N.T.: que decidira construir um santuário para Júpiter nas ruínas do Templo) – provocaram a desesperada e heróica revolta de Bar Kochba (132-135), que foi inicialmente bem-sucedida, com a conquista de Jerusalém e uma tentativa de reconstrução do Templo. Depois de três anos, a revolta foi sufocada com sangue, o arado foi passado sobre tudo o que restava de Jerusalém, e se formou uma nova cidade, chamada “Aelia Capitolina”. Nela os judeus tinham direito de entrar somente uma vez por ano no lugar onde antes se erguia o Templo.  Depois da revolta de Bar Kochba, o centro espiritual se transferiu de Yavne para Usha, Beit-Shearim e Seffori (Sepphoris, Zppori, hoje Tzipori), na Galiléia, onde havia uma importante comunidade judaica. 

   Na metade do século III, o centro se transferiu, mais uma vez, para Tiberíades (Tibérias). Naquela época a força de Roma estava temporariamente enfraquecida devido ao conflito com a Pérsia e Palmira, que foi solucionado somente dois séculos mais tarde. É um período intenso e próspero para os judeus da Galiléia, onde numerosas sinagogas foram construídas, com arquitetura de alto nível artístico. Os judeus formavam um grupo compacto que tinha em alta conta a sua própria cultura, desenvolvera um sistema educacional de altíssimo nível e conservara pelo menos a sua autonomia jurídica.O historiador Eusébio, bispo de Cesaréia, deixou observações detalhadas sobre a comunidade judaica da época. Sobre Lidda escreveu: “Na Terra Santa há uma grande cidade habitada somente pelos judeus, chamada Lod, em ara-maico, e Diacaesarea, em grego”.

 PARALELO 2

OS IMPERADORES ROMANOS

       O reinado de Nero Cláudio César Augusto Germânico, vai 13 de outubro de 54 até a sua morte em 9 de junho de 68; Ele é o tirano e louco imperador que persegui, martirizou e vitimou milhares de cristãos inclusive Paulo e Pedro, que mandou sufocar  a rebeldia da província da Judéia em 66 d.C.; Que acusou os cristãos como sendo os responsáveis pelo incêndio de Roma.  Um fato, conta-se que segundo Suetônio e Dião Cássio, o povo da classe nobre de Roma celebrou a morte de Nero.  Já Tácito, fala nos seus escritos de um panorama político muito mais complicado, segundo o qual a morte de Nero foi bem recebida entre os senadores, a nobreza e a classe alta, ao contrário da classe baixa, (escravos e os assíduos do teatro), os beneficiários dos excessos do imperador, receberam a notícia com pesar. Sabe-se também que o nome de Nero foi eliminado de alguns monumentos.

    Alguns historiadores conhecidos, como Fábio Rústico, Clúvio Rufo e Plínio o Velho, escreveram condenando o reinado de Nero em relatos que se perderam. Também foram escritas histórias sobre ele, de datas anteriores à sua ascensão ao trono, embora se desconheça o seu conteúdo. A maior parte do conhecido sobre Nero foi escrito por Tácito, Suetônio e Dião Cássio, todos da classe senatorial ou aristocrática.

                                    ANO DOS QUATRO IMPERADORES

   - Sérvio Sulpício Galba, imperador romano de 8 de junho de 68 até a sua morte.
   Foi o primeiro dos quatro imperadores do ano de 69, o conhecido como ano dos quatro imperadores.

 - Marco Sálvio Otão foi imperador romano por cerca de três meses, de 15 de janeiro até o seu suicídio. Foi o segundo imperador do ano dos quatro imperadores.

  - Aulo Vitélio Germânico foi aclamado pelas legiões que comandava, estacionadas na Germânia, e venceu as tropas de Otão na batalha de Bedriacum. Reinou apenas oito meses, de 2 de janeiro de 69 até 22 de dezembro, durante o ano dos quatro imperadores, ficou famoso por seu apetite e sua crueldade. Derrotado pelos exércitos de Vespasiano, foi capturado, despido, cruelmente executado e lançado ao rio Tibre. Foi primeiro imperador em acrescentar o cognome honorífico de Germânico ao seu nome, em vez do de césar.

                         TITO O ULTIMO DOS QUATRO IMPERADORES

  - Tito Flávio Sabino Vespasiano, foi o primeiro imperador da dinastia Flávia, ocupou o poder em 69 d.C., logo após o suicídio de Nero (68 d.C.) e o conturbado ano dos quatro imperadores (69 d.C.). Foi proclamado imperador pelos seus próprios soldados em Alexandria em 69 ocupou o cargo até 79. - Sucederam-lhe sucessivamente dois dos seus filhos, Tito e Domiciano.  Após a sua morte a 23 de junho de 79 d.C. foi sucedido no trono pelo seu filho maior, Tito.

    O período de seu governo ficou marcado por uma eficaz administração econômica quer na capital do império quer nas províncias, com um aumento significativo do tributo anual e a implementação de medidas econômicas muito mais severas, o que permitiu atingir níveis de progresso assinaláveis nas finanças do Estado, tendo inclusive angariado fundos para a construção do templo dedicado a Júpiter Capitolino e para o Coliseu de Roma (ou Anfiteatro Flávio).   

“Ganhou renome como comandante militar, estacando-se na invasão romana da Britânia (43 d.C). Comandou as forças romanas que fizeram face à rebelião dos judeus de 66 d.C. Quando se dispunha a sitiar Jerusalém, a capital rebelde, o imperador Nero suicidou-se, mergulhando o império num ano de guerras civis conhecido como o "ano dos quatro imperadores”.

   Observação - É no governo do imperador Vespasiano, que ocorre o rompimento definitivo da igreja, judaísmo X cristianismo, após a conquista de Jerusalém, os seguidores de Cristo, aos olhos do imperador, passaram a ser chamados de cristãos, eles então são perseguidos e considerados praticantes de uma religião ilícita e suspeita, onde os membros estavam sujeitos ao aprisionamento, à condenação e à pena capital. Na chegado do II século ano 118 d.C. com o Imperador Trajano é que ele passa para os
governadores das províncias, as questões referentes aos cristãos, já era época dos famosos bispados da igreja.

   - Tito Flávio Vespasiano Augusto foi imperador romano entre os anos de 79 e 81. Foi o filho mais velho e sucessor de Vespasiano.  Antes de ser proclamado imperador, alcançou renome como comandante militar ao servir sob as ordens do seu pai na Judéia, durante o conflito conhecido como a Primeira Guerra Judaico-Romana (6770).

Foi ele o general romano que conquistou Jerusalém e   destruiu o templo dos judeus.

“Sita-se que Tito queria preservar o templo, todavia a ira dos soldados fora tamanha, que até o templo não foi poupado”.

- Tito Flávio Domiciano habitualmente conhecido como Domiciano, foi imperador por 15 anos 14 de setembro de 81 d.C. até a sua morte a 18 de setembro de 96. Tito Flávio Domiciano era filho de Vespasiano com sua mulher Domitila e irmão de Tito Flávio, a quem ele sucedeu.

     “As fontes clássicas descrevem-no como um tirano cruel e paranóico, localizando entre os imperadores mais odiados ao comparar a sua vileza com as de Calígula ou Nero.” Eusébio indica que, por volta do ano de 95, Domiciano baniu muitos cristãos de Roma, inclusive sua sobrinha Flávia Domitila. Clemêncio, marido de Domitila e primo do imperador, foi executado por “ateísmo”, que na época significava a conversão ao Judaísmo. Só alguns séculos depois é que surgiu a idéia de que Clemêncio era cristão. Outra evidência indireta de perseguição sob o governo desse imperador foi a reclusão de João para ilha de Patmos, no mar Egeu. (Ap. 1.9).

          “Neste período ainda vivia o apóstolo João”

     Durante o governo de Domicianiano João esteve várias vezes na prisão, e em uma delas foi mandado negar a Jesus então respondeu «Meu Mestre Se submeteu pacientemente a tudo quanto Satanás e seus anjos puderam inventar para humilhá-Lo e torturá-Lo. Ele deu a vida para salvar o mundo. Considero uma honra o ser-me permitido sofrer por Seu amor. Sou um homem pecador e fraco. Cristo era santo, inocente, incontaminado. Não pecou nem se achou engano em Sua boca.», foi lançado dentro de um caldeirão de óleo fervente e retirado são e salvo. Mas tarde foi exilado para a Ilha de Patmos, por um período de cerca de quatro anos, onde teria escrito o Apocalipse até que o cruel imperador Domiciano foi assassinado e o manso imperador Nerva chega ao poder de Roma.  João morreu de morte natural, em Éfeso, no ano 103 d.C., quando tinha 94 anos. Segundo bispo Polícrates de Éfeso em 190 (atestada por Eusébio de Cesareia na sua História Eclesiástica, 5, 24)

     Marco Coceio Nerva, foi imperador romano de 96 d.C. até a sua morte em 98. Este reputado senador esteve ao serviço do Império durante os reinados de Nero, Vespasiano, Tito e Domiciano.

   “Na introdução da sua biografia de Cneu Júlio Agrícola, Tácito fala muito bem de Nerva, descreve o seu reinado como "o amanhecer de uma idade mais feliz, pois Nerva misturou finalmente termos irreconciliáveis, a soberania e a liberdade”.

      Marco Úlpio Nerva Trajano, foi imperador romano de 98 a 117.  Trajano na ascensão ao poder supôs para o senado a recuperação da liberdade perdida, "um tempo novo", disse Plínio. Com a colaboração do senado, onde implantou o voto secreto, Trajano trouxe um plano de regeneração moral e política que teve conseqüências na administração, na justiça e na economia do Império Romana, estendo-se sua atuação também nas construções necessárias para facilitar a romanização e melhorar as condições de vida dos cidadãos: abriu caminhos em terras distantes, criou novas vias, construiu aquedutos e pontes. Seu governo é tido como o reinado de uma época dourada, e é visto como o protótipo do "bom governante".

   A carta do governador romano Plínio para Trajano (cerca de 112 d.C.) contém uma referência explícita à perseguição. Ele pediu conselho ao imperador sobre se deveria tomar medidas contra aqueles que eram acusados de serem cristãos, tendo em vista que ele próprio não estava certo se “o simples nome de cristão” era uma ofensa punível. Em todos os casos, ele acreditava que a “teimosia e obstinação inabalável” desse povo deveriam ser punidas. Ele também relatou que havia usado de tortura para interrogar “duas escravas, que eles chamam de diaconisas”, para saber mais sobre as práticas cristãs.

    Por algum motivo desconhecido, Inácio, bispo de Antioquia, foi para Roma durante o reinado de Trajano e lá sofreu o martírio. Seu amigo próximo, Policarpo, mais tarde também foi martirizado em Esmirna depois de recusar-se a negar a Cristo com estas memoráveis palavras: “Oitenta e seis anos eu O servi e Ele não me fez mal algum. Como posso, então, blasfemar contra meu Rei que me salvou?”

PARALELO TRÊS

 A HISTÓRIA DA IGREJA

    De fato não possuímos registros que possam descrever os acontecimentos ocorridos na igreja no período que vai da morte de Paulo até um período de 50 anos após sua morte, perto dos anos 118 d.C.; Porem!; Bem sabemos, que a primeira perseguição, promovida pelo imperador romano Nero se deu no ano 64 d.C., esta foi a primeira, das dez perseguições vistas na historia da igreja, que conti­nuaram, entre breves interrupções, durante três séculos consecutivos. 

(Porem não esqueçamos que as primeiras perseguições aos cristãos partiram das autoridades judias na palestina.)
    O que podemos concluir é que a chamada “era sombria” da igreja não foi um período muito fácil para os cristãos, todavia podemos observar que apesar de todas as negatividades deste período a igreja se desenvolveu e se fortaleceu em meio a tanta dor e lutas, a prova disto é quando anos mais tarde podemos presenciar ou perceber melhor dizendo o surgimento de uma igreja diferente, mais estabilizada por dentro com novas diretrizes, por fora obtendo um relacionamento melhorado com as autoridades, bem diferente da igreja apostólica.  

   De acordo com a tradição cristã, Paulo foi decapitado em Roma durante o reino do imperador Nero em 68 d.C. na Abadia das Três Fontes (em italiano: Tre Fontane). O tratamento mais "humano" dado a Paulo, em contraste com a crucificação invertida de Pedro, foi graças à sua cidadania romana.

Paulo deixou três discípulos sucessores preparados para a obra,Timóteo, Tito e Apolo:

 * Timóteo de acordo com as narrativas e a tradição popular, Paulo o consagrou como bispo de Éfeso no ano 65 d.C., onde serviu por 15 anos e morreu no ano 80 d.C. (uma segunda tradição diz que ele serviu 32 anos e faleceu no ano 97 d.C.). Diz-se que a morte Timóteo se deu por ele ter tentado impedir uma procissão pagã e que, em resposta, os furiosos pagãos o atacaram, arrastando-o pelas ruas e o apedrejara. 
       
* Tito foi batizado pelo Apóstolo Paulo e se tornou companheiro e inestimável colaborador do apóstolo, entre os anos 64 e 65, tendo sido libertado da prisão romana o apóstolo Paulo foi com ele para a ilha de Creta, onde fundou uma comunidade cristã, que confiou a Tito; O que segundo a tradição mais antiga, Tito permaneceu como bispo de Creta até sua morte, ocorrida com idade avançada, por causa natural e não por martírio, na cidade de Creta no ano 105 d.C..

* Apolo, este Paulo ao escrever sua primeira carta aos cristãos de Corinto faz menção de sua pessoa:
 "Pois acerca de vós, irmãos meus, fui informado pelos que são da casa de Cloé, que há contendas entre vós. Refiro-me ao fato de que entre vós se usa esta linguagem: Eu sou discípulo de Paulo; eu, de Apolo, eu, de Cefas; eu, de Cristo" (1Cor 1,11-12).
     Paulo fundou a Igreja em Corinto, mas quem cuidava desta Igreja era Apolo, (provável abreviação de Apolónio ou Apolodoro), era ele que no dizer do Apóstolo, regava, isto é cuidava da Igreja, era um eficaz expositor das sagradas escrituras, e um fluente orador (at.18.28). Apolo, mesmo tratando-se de um nome pagão, era um fervoroso judeu de Alexandria do Egito, foi elevado ao cargo Bispo de Corinto, instituído pelos apóstolos. Infelizmente não temos outras notícias sua, sumiu nos dados da historia; No entanto na visão de alguns estudiosos ele possivelmente seja autor da Carta aos Hebreus, já Tertuliano, diz ser Barnabé companheiro de Paulo no inicio de seu ministério, é uma questão adotiva.

      Estes três discípulos bem que poderiam ter escrito alguma coisa, más não o fizeram, talvez quem saiba sentiram-se incapacitados para dar continuidade a obra literária de Paulo seu mestre, ou foram impedidos pelo Espírito Santo de fazê-la, ou quem sabe não quiseram expor-se ante os perigos das perseguições da época, a verdade é que nada consta nada sabemos eles silenciaram.  

    Quero adentrar nesta nova área que é os sucessores dos apóstolos, cito poucos sucessores porque apresentar muitos dos testemunhos dos antigos sobre a sucessão dos apóstolos seria demasiadamente trabalhoso. Os exemplos aqui descritos já são suficientes para provar a existência da sucessão dos apóstolos na história da Igreja de Cristo.

"Acrescente-se que acerca do areopagita, de nome Dionísio, do qual afirma Lucas nos Atos que, em seguida ao discurso de Paulo aos atenienses no Areópago, foi o primeiro a crer (At 17,34), outro Dionísio, um ancião, pastor da Igreja de Corinto, assevera que ele se tornou o primeiro bispo da Igreja de Atenas" (HE III, 4,10).

    Também não poderia deixar de acrescentar neste estudo a existência de tantos outros apóstolos que estiveram ligados diretamente e indiretamente com Jesus, agora serei especifico e falo dos 70 discípulos que não pertenceram ao grupo mais intimo do Senhor. Mas contribuíram proficuamente, trabalharam e foram assíduos na labuta em prol do esclarecimento e o crescimento do evangelho de Jesus, vejamos.    
Os Setenta Discípulos ou Setenta e Dois Discípulos, conhecidos na tradição cristã oriental como os Setenta Apóstolos.

    Foram os primeiros seguidores de Jesus mencionados no Evangelho de Lucas. De acordo com o evangelista Lucas, o único que os cita, Jesus os designou e enviou aos pares numa missão específica, detalhada no texto.
  
    Na tradição ocidental, estes são geralmente chamados de "discípulos", enquanto que no cristianismo oriental eles são geralmente chamados de apóstolos. (destes nada sabemos) Esta é única vez que este grupo é mencionado na Bíblia.

    O número é "setenta" nos manuscritos com o texto-tipo Alexandrino (como o Codex Sinaiticus) e com o texto-tipo Cesariano, mas "setenta e dois" na maior parte dos outros textos alexandrinos e com o texto-tipo Ocidental. A origem do número pode estar nas setenta nações do Gênesis ou nas muitas outras citações ao número na Bíblia, ou nos setenta e dois tradutores da Septuaginta na Carta de Aristeas.

             Ao traduzir a Vulgata, São Jerônimo escolheu "setenta e dois".

    A tradição da Igreja Ortodoxa, ao providenciar o nome dos Setenta cujos "nomes estão escritos no céu" está associada com Doroteu de Tiro, um bispo do final do século III d.C., desconhecido exceto por sua contribuição neste contexto e a quem foi atribuído um relato sobre os Setenta, e cuja versão sobrevivente é do século VIII d.C.

    Os seus nomes aparecem em diversas listas, como na Chronicon Paschale e no tratado de Pseudo-Doroteu, publicado em Migne, P.G., XCII, 521-524; 543-545; 1061-1065. Já a Igreja Católica considera estas listas como sendo "infelizmente inúteis" Será ?. Eusébio de Cesareia afirmou categoricamente que no seu tempo não existia uma lista como esta e mencionou entre os discípulos apenas Barnabé, Sóstenes, Cefas, Matias, Tadeu e Tiago, irmão de Jesus. E os outros evaporou-se!.

Muitos destes nomes incluídos entre os Setenta são facilmente reconhecidos por suas próprias realizações, mas há ligeiras diferenças entre as várias listas.

1. Tiago, irmão de Jesus, chamado de Tiago, o Justo, autor da Epístola de Tiago e o primeiro bispo de Jerusalém.
2. Marcos, o Evangelista, autor do Evangelho de Marcos e primeiro bispo de Alexandria.
3. Lucas, o Evangelista, autor do Evangelho de Lucas.
4. Cleofas.
5. Simeão, filho de Cleofas, segundo bispo de Jerusalém.
6. Barnabé, companheiro de Paulo de Tarso.
7. Justo, bispo de Eleuterópolis.
8. Tadeu de Edessa, também chamado de Santo Addai (provavelmente não é o mesmo apóstolo chamado de Tadeu).
9. Ananias, primeiro bispo de Damasco.
10. Estevão, um dos Sete Diáconos, o primeiro mártir.
11. Filipe, o Evangelista, um dos Sete Diáconos, bispo de Tralles na Ásia Menor.
12. Prócoro, um dos Sete Diáconos, bispo de Nicomédia na Bitínia.
13. Nicanor, o Diácono, um dos Sete Diáconos.
14. Timão, um dos Sete Diáconos.
15. Parmenas, um dos Sete Diáconos.
16. Timóteo, primeiro bispo de Éfeso.
17. Tito, primeiro bispo de Creta.
18. Filémon, bispo de Gaza.
19. Onésimo (não é o mesmo Onésimo citado na Epístola a Filémon).
20. Epafras, bispo de Andríaca.
21. Arquipo.
22. Silas, primeiro bispo de Corinto.
23. Silvano.
24. Crescêncio.
25. Crispo, bispo de Calcedônia.
26. Epeneto, bispo de Cartago.
27. Andrônico, bispo da Panônia.
28. Estácio, segundo bispo de Bizâncio (depois de Santo André).
29. Amplíato, bispo de Odissa (Varna).
30. Urbano, bispo da Macedônia.
31. Narciso, bispo de Atenas.
32. Apeles, bispo de Heraclião.
33. Aristóbulo, bispo da Britânia.
34. Herodião, bispo de Patras.
35. Ágabo, o Profeta.
36. Rufus, bispo de Tebas.
37. Asíncrito, bispo de Hircânia.
38. Flegonte, bispo de Maratona.
39. Hermes, bispo de Filipópolis.
40. Parrobo, bispo de Potole.
41. Hermas, bispo da Dalmácia.
42. Lino, segundo papa.
43. Caio, bispo de Éfeso.
44. Filólogo, bispo de Sínope.
45. Lúcio de Cirene, bispo de Laodiceia na Síria.
46. Jasão, bispo de Tarso.
47. Sosípatro, bispo de Icônio.
48. Olimpas.
49. Tércio, que transcreveu a Epístola aos Romanos e bispo de Icônio.

50. Erasto, bispo de Paneas.
51. Quarto, bispo de Berytus.
52. Evódio, primeiro bispo de Antioquia.
53. Onesíforo, bispo de Cirene.
54. Clemente, bispo de Sardes.
55. Sóstenes, bispo de Cólofon.
56. Apolo, bispo de Cesareia Palestina.
57. Tíquico, bispo de Cólofon.
58. Epafrodito.
59. Carpo, bispo de Beroea na Trácia.
60. Quadrado, bispo de Atenas.
61. João Marcos, que geralmente se acredita ser Marcos, o Evangelista, bispo de Biblos[7]
62. Zenas, o Doutor da Lei, bispo de Dióspolis.
63. Aristarco, bispo de Apamea, na Síria.
64. Pudêncio, pai de Santa Pudenciana e Santa Praxedes.
65. Trofimo.
66. Marcos, também chamado de Marcos, primo de Barnabé, bispo de Apolônia.
67. Artemas, bispo de Listra.
68. Áquila, companheiro de Priscila e seguidores de Paulo de Tarso em suas viagens.
69. Fortunato.
70. Acaico.
71. Dorcas, também chamada de Tábata, uma discípula que Pedro ressuscitou dos mortos.
   Matias, o apóstolo que substituiu Judas Iscariotes como um dos Doze, é também freqüentemente listado entre os Setenta, uma vez que João Marcos é geralmente entendido como sendo Marcos, o Evangelista.

       Creio que a base de conhecimento que possuímos destes discípulos é mínima ante os seus feitos que foram obscurecidos, talvez por motivos meros, tendenciosos ou preferencial. Gerando com uma opinião única e indivisível, de certo que tais atitudes inflamaram a almas de muitos, a construir o modelo de cristianismo que hoje vivemos. Sabemos que muitas obras relevantes foram realizadas, em prol do evangelho, muito foi dito e escrito; Porque suas obras foram relegados e desconsiderados, é difícil dá uma definição certa?, Porem é fato que as obras destes contribui em muito para a disseminação e a sedimentação do evangelho em outras partes no século I e II d.C..

     O que quero dizer na verdade é que se criou um misto em torno de Paulo, como se ele fosse o centro evangelho, o único responsável pela expansão do evangelho entre os gentios, (criaram um estrelismo inconcebível em torno de Paulo); Aceito sim que os territórios percorridos por Paulo lhe sejam creditado e que lhe faça jus o seu trabalho, em tais áreas; Agora omitir de forma deliberada a obra missionária realizadas em outras partes do mundo pelos outros apóstolos é inaceitável e insuportável afirmação, é insustentável tal argumento; O que podemos vê, é que houve uma escolha tendenciosa, cega? Não, foi opcional, creio que no emaranhado de opções houve fatores lógicos que determinaram a escolha, dos livros canônicos, porque falo assim é porque sabemos da existência de tantas outras obras que foram expurgadas, mas que possuem valor inestimável dentro do quadro do cristianismo, eles serviram e contribuíram muito dentro da época .

   Raciocine será que foi Paulo que levou o evangelho a Antioquia? Hum!, Será quando ele chegou lá já não havia uma comunidade formada, o que dizer da comunidade cristã na cidade de Damasco, local para onde levaram Paulo cego, quem foi a Samaria, creio que seria necessário fazer um livro para relatar tantos outros fatos.
 
     Muito é creditado a Paulo, devido os seus inspirados escritos, e creio nisto para mim Paulo é entre todos os demais apóstolos o Moisés do Novo Testamento, podemos dizer que ele é o elemento principal das igrejas onde edificou e cuidou, um sábio que influencio as demais igrejas até no oriente, suas respostas satisfatórias as duvidas levantadas pelos cristãos e que são pilares até dias atuais; Más será que as comunidades muito mais antigas as quais Paulo não fundara, não tiveram um papel relevante e fundamental na construção do cristianismo, será que não construíram e não contribuíram para a historia também, será que nenhuma literatura fora produzida por estes, nenhum um escrito, ou um só rabisco fora feito, pelos outros discípulos de Jesus, será que nada realmente fora produzido?,Hum!, sabemos que sim.

      O que me leva dizer, que padrão exclusivista foi este construído na era patrística do cristianismo, porque eminência de poucos no meio de tantos outros, creio que a resposta certa será, ocorreu uma escolha de uma classe predominante na época, que por não achar proeminentes certos escritos excluíram muitas obras de figuras importantes na construção do cristianismo, creio piamente que estes anônimos discípulos apóstolos contribuíram em muito para evangelização dos gentios e tiveram atos relevantes e determinantes na formação da igreja, eles também obedeceram ao ide de Jesus, tanto quanto Paulo Pedro e os demais, etc. e etc.

   Procure pesquise sobre a vida de cada um dos apóstolos apresentados na lista que dei, e tome sua conclusão baseada nos fatos.

    Dizem que nada foi produzido entre 68 até 118 d.C., é bem verdade que os imediatos apóstolos Timóteo, Tito e Apolo, foram omissos aos escritos neste período, nada de material informativo foi produzido; Todavia analisando amiúde, este período ele não foi de total ausência de escritos, existia neste período outros discípulos dos apóstolos, muitos deles tiveram relação direta com os apóstolos e escreveram para a exortação e edificação da Igreja, entre o final do I século e o inicio do II século. 

Relaciono alguns conhecidos os quais chamo de “relacionados” e outros que foram omitidos quais chamo de “não – relacionados”
Os não relacionados:

 * Lino - Nasceu em 10 d.C - 76 d.C, segundo algumas fontes foi o segundo Bispo de Roma, sucedendo o apóstolo  Pedro. - Dizem que ele é o responsável pelo decreto (que persistiu durante muito tempo) que obrigava as mulheres a cobrirem a cabeça no templo, (baseado em São Paulo)

  As fontes também não concordam quanto à data da sua morte. Muitos sugerem que teria morrido em 79, enquanto que o Liber Pontificalis propõe 67; Zedler, 78 e Eusébio de Cesareia 81. Muitas fontes — especialmente o Liber Pontificalis (Santo Ireneu não o faz) — referem que morreu como mártir. Não havia, no entanto perseguições na altura da morte de Lino, o que torna o martírio improvável.

* Anacleto - Era grego e nasceu no ano 25 d.C. e morreu em 88 d.C. Foi o terceiro Papa da Igreja de Roma, sucedendo São Lino. Governou entre 76 e 88. Viveu uma época de oscilação de paz e perseguição aos cristãos sob o reinado do imperador Vespasiano e seus dois filhos sucessores, Tito e Domiciano, em período que os cristãos acreditavam estar próximos do fim do mundo e do juízo final, baseados na pregação de João Evangelista. Foi também em sua época que ocorreu a histórica erupção do Vesúvio.

   Um dos poucos registros sobre seu trabalho, menciona que ele ordenou um número incerto de sacerdotes em Roma, sancionou a veneração ao túmulo de São Pedro, (Hum!) construindo um monumento sobre a sepultura do apóstolo de Cristo. Os escritos de Santo Ireneu e de Eusébio de Cesaréia confirmam sua eleição como Anacleto I ou abreviadamente como Cleto, o que levou alguns a pensar como se fossem dois papas diferentes.  A sua morte no ano 88, durante as perseguições de Domiciano faz dele um dos mártires da Igreja.

* Clemente de Roma – o quarto
* Evaristo - (latim, Evaristus) Segundo a Igreja “Católica” ele foi o quinto governante (papa) entre 97 e 105 (datas aproximadas). Nascido em Tuscia, na Ásia Menor (ou em Belém, Palestina?), sucedeu a Clemente I (88-97). Pouco sabe-se sobre a sua vida.
* Alexandre I - Reinou entre 106 e 115 d.C. Foi um nobre e jovem romano, bem conhecido na esfera política. O seu principal legado para a Igreja foi ter instituído o uso de água benta em casa para aspersão. Como grande parte de seus contemporâneos cristãos, Alexandre I morreu decapitado sob o reinado de Trajano.
Os relacionados:

   * Clemente de Roma
   * Inácio de Antioquia
   * Policarpo

Clemente de Roma (30 – 100) - Discípulo de São Pedro é conhecido pela carta que escreveu para atender a um pedido da comunidade de Corinto, na qual rezava uma convincente censura à decadência daquela igreja, devida sobretudo às lutas e invejas internas entre os fiéis (consta que os presbíteros mais jovens teriam usurpado as prerrogativas dos mais velhos), estabelecia normas precisas referentes à ordem eclesiástica hierárquica (bispos, presbíteros, diáconos) e ao primado da Igreja de Roma, que se ressalta ainda mais pelo fato de São João Evangelista ainda estar vivo e não ter intervindo em tal crise.

   Na segunda perseguição aos cristãos, na época de Domiciano. Mais tarde, Clemente foi preso no reinado de Trajano. Condenado a trabalhos forçados nas minas de cobre de Galípoli, converteu muitos presos e por isso foi atirado ao mar com uma pedra amarrada ao pescoço, tornando-se num mártir dos princípios da Cristandade.

Inácio de Antioquia (xxx – 117) - foi bispo de Antioquia da Síria entre 68 e 100 ou 107, discípulo do apóstolo João, também conheceu Paulo e foi sucessor de Pedro na igreja em Antioquia fundada pelo próprio apóstolo. Segundo Eusébio de Cesaréia, Inácio foi o terceiro bispo de Antioquia da Síria e segundo Orígenes teria sido o segundo bispo da cidade. Inácio foi detido pelas autoridades e transportado para Roma, onde foi condenado à morte no Coliseu, onde foi martirizado por leões.  (Inácio escreveu sete cartas, as chamadas Epístolas de Inácio, preservadas no Codex Hierosolymitanus)

Epístola a Policarpo de Esmirna
Epístola aos Efésios
Epístola aos Filadélfos
Epístola aos Magnésios
Epístola aos Romanos

        Inácio o sábado e o dia do Senhor - Inácio declara que os cristãos herdeiros da Nova Aliança não guardem mais o sábado, mas se reúnem no dia do Senhor (o domingo): "Aqueles que viviam na antiga ordem de coisas chegaram à nova esperança, e não observam mais o sábado, mas o dia do Senhor, em que a nossa vida se levantou por meio dele e da sua morte. Alguns negam isso, mas é por meio desse mistério que recebemos a fé e no qual perseveramos para ser discípulos de Jesus Cristo, nosso único Mestre".

Policarpo(69 – 159) -  (c. 69 — c. 155) foi bispo (ou superintendente, sendo no grego Epískopos) de Esmirna (atualmente na Turquia) no segundo século.
 
       Morreu como um mártir, vítima da perseguição romana, aos oitenta e seis anos. É reconhecido tanto pela Igreja Católica Romana quanto pelas Igrejas Ortodoxas Orientais. É um dos grandes Pastores Apostólicos, ou seja, pertencia ao número daqueles que conviveram com os primeiros apóstolos e serviram de elo entre a Igreja primitiva e a igreja do mundo greco-romano.

      Apesar de escrever várias cartas, a única preservada até a data, foi a endereçada aos filipenses no ano 110. Policarpo conheceu alguns hereges da seita dos Valentianos (inclusive Valentim), e encontrou-se com Marcião, o qual Policarpo denominava de “primogênito de Satanás”. Sua morte se deu em 155 d.C., em Esmirna, Policarpo foi colocado na fogueira e milagrosamente as chamas não o queimaram. Seus inimigos, então, o apunhalaram até a morte e depois queimaram o seu corpo numa estaca. Depois de tudo terminado, seus discípulos tomaram o restante de seus ossos e o colocaram em uma sepultura apropriada.

 No livro 100 acontecimentos mais “Importantes do Cristianismo” relata que: Os seus discípulos após sua morte junta seus ossos e suas relíquias e guarda, É a partir deste evento que nasce a veneração e o dia dos santos dentro da igreja.

     Para finalizar quero dizer que houve escritos com valor vultuosos para as igrejas: escritos que, fortaleceram os cristão da época, que conservava os ensinos básicos dos apóstolos, que preservava a ordem e a paz nas igrejas. Homens que a exemplo dos apóstolos também sofreram martírios. 

   É sabido que neste período chamado de “era sombria”, muita coisa desfocada e fora do conceito cristão fora produzida.

       Chegamos ao fim da era sombria, agora estamos no II século d.C., é aqui ano 118 d.C. que encontramos alterações marcantes na igreja, mudanças que nos levanta perguntas como, será esta a mesma igreja deixada por Pedro, Paulo e os outros apóstolos, evidencias nos leva a afirmar que não, podemos distinguir alterações e traços diferentes na linha de interpretação de alguns lideres cristãos, aqueles proeminentes e aqueles que não foram arrolados na historia (os ditos primeiros papas), surge muitas idéias distorcida diria rabiscos tortos na cabeça de alguns, reformas do pensamento básico do passado, para um conjunto de novas interpretações do texto sagrado, (ocorrência vinda já de dentro do século I); Novos hábitos foram adquiridos,  adulteraram a forma de adoração, os mártires começam a ser considerados santos, conduziram a adoração do Cristo a um segundo plano, nas preces Cristo já não era o centro. 

      Bem sabemos da existência dos fatos, positivos outros negativos que foram embrionários, e contribuíram para o evangelho.

    Indo um pouco mais além da era sombria, verifico que, devido a chegada de novas mentes culturalmente mais elevadas, mais letradas, formada de com conhecimentos filosóficos, estes influenciaram e criaram uma nova e profunda conduta para igreja, uns foram benéficos outros estúpidos e distorcidos da verdade, no contexto vemos muitos erros que minaram a essência da pureza original do evangelho, cito:

·        Extremismo e absolutismo sem precedente.
·        Valorização direcionada do clero.
·        Supremacia da igreja acima de tudo e de todos.
·        Da igreja serva que existia para servir agora é servida.
·        Senhora infalível do mundo, sendo a exclusiva dona da salvação.
·        Que podia conceder perdão dos pecados.
(até a visão continuada e deturpada de muitos protestantes da atualidade).
·        Envolvimento parcial e total com a política.

      Expresso e finalizo aqui expondo a minha conclusão:

        A verdade estava presente e exposta para todos, más a mudaram; O que era irrefutável passou a ser refutável, o que era inquestionável passou a ser questionável, o interesse pessoal, a disputa interna, a política, estes são elementos que não poderia ter adquiridos espaço dentro da igreja, infelizmente surgiram e se instalaram, isto até hoje.

       Más para o nosso bem, nem tudo foi um caos, entre os erros e acertos ocorridos, muito se contribui para que houvesse uma base sólida e definida do evangelho, eliminou-se dos muitos erros cometidos e formou-se a doutrina teológica cristã, única e universal.

          

Fontes:

 HISTÓRIA DO CRISTIANISMO - A. Kinght e W.Angli
HISTÓRIA DA IGREJA CRISTÃ -  Jesse Lyman Hulburt
OS PAIS DA IGREJA - CACP -  Centro Apologético Cristão de Pesquisas, pelo Prof. João Flávio Martinez
Josefo, a literatura apocalíptica e a revolta de 70 na Judéia - Vicente Dobroruka - Prof. de História Antiga
ISRAEL NA WEB - ttp://www.israelnaweb.com
STAMBAUCH, J. E.; BALCH, D. L. O novo testamento em seu ambiente social. Trad. João Rezende Costa. São Paulo: Paulis, 1996, p.18-ss.